AGRONEGÓCIO

Brasil abre mercado para o agronegócio com a Índia

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O governo brasileiro concluiu sua missão oficial na Índia, celebrando a conquista da abertura de mercado para produtos do setor agropecuário. Em comunicado divulgado no sábado, o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o êxito das negociações com os indianos, descrevendo-as como diversas e favoráveis.

“Fomos bem-sucedidos na abertura do mercado para o avocado e, no âmbito da fruticultura, finalizamos o processo de acesso ao mercado indiano para cítricos, incluindo limão-taiti, limão siciliano, lima ácida e tangerina.

Além disso, assinamos um memorando de entendimento para expandir as oportunidades de exportação de soja, possibilitando a venda de suplementos alimentares para a cadeia de produção de leite na Índia”, declarou o Ministro. Também foi firmado um acordo visando ao aprimoramento genético da pecuária leiteira de ambos os países.

O Brasil, que durante décadas buscou a colaboração da Índia para a melhoria genética do seu rebanho zebuíno, agora poderá retribuir essa contribuição por meio da cooperação técnica no aprimoramento genético da raça Girolando, conforme informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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A comitiva brasileira também participou de eventos nos quais foram assinados memorandos de entendimento entre instituições dos dois países, com o objetivo de fortalecer a cooperação e impulsionar o desenvolvimento do comércio bilateral.

Carlos Fávaro ainda se encontrou com o Ministro da Agência de Segurança e Padrões Alimentares da Índia, Kamala V Rao. Durante a reunião, foram discutidas questões relacionadas à autorização para importação de produtos de açaí brasileiro, incluindo polpa e açaí liofilizado. Recentemente, o mercado indiano foi aberto para a exportação de refrescos brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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