AGRONEGÓCIO

Balança comercial abre março com superávit de quase R$ 10 bilhões

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O comércio exterior brasileiro iniciou março com resultado positivo, mas os números indicam perda de ritmo nas exportações do agronegócio. Na primeira semana do mês, a balança comercial registrou superávit de R$ 9,36 bilhões, resultado de R$ 37,96 bilhões em exportações e R$ 28,6 bilhões em importações.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e mostram que a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu R$ 66,56 bilhões no período.

Apesar do saldo positivo, a comparação com o mesmo período do ano passado revela mudanças no perfil das vendas externas, com queda no ritmo de embarques ligados ao setor agropecuário.

O levantamento por setores indica que a agropecuária apresentou recuo de 8,5% na média diária das exportações em relação ao mesmo intervalo de 2025. Em termos absolutos, a redução foi equivalente a cerca de R$ 190 milhões por dia nas vendas externas do segmento.

O resultado contrasta com o desempenho da indústria extrativa, que registrou crescimento nas exportações no período, enquanto a indústria de transformação também apresentou retração.

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A queda na média diária das vendas do agro ocorre em um momento de transição de safras e de ajustes no ritmo de embarques de algumas commodities agrícolas, o que costuma gerar oscilações temporárias nas estatísticas do comércio exterior.

No lado das importações, o movimento foi semelhante. As compras externas relacionadas à agropecuária registraram queda de 23,3% na média diária, o equivalente a aproximadamente R$ 36,7 milhões por dia a menos em relação ao mesmo período do ano passado.

O comportamento reflete, em parte, a menor demanda por alguns insumos agrícolas importados neste início de mês.

Mesmo com oscilações setoriais, o acumulado de 2026 segue robusto. Até a primeira semana de março, o comércio exterior brasileiro movimentou R$ 554,32 bilhões.

No período, as exportações somaram R$ 302,64 bilhões e as importações chegaram a R$ 251,68 bilhões, gerando superávit de R$ 50,96 bilhões.

A média diária das exportações brasileiras até a primeira semana de março ficou em R$ 7,60 bilhões, valor 3,3% inferior ao observado no mesmo mês de 2025.

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Já as importações tiveram variação quase estável, com média diária de R$ 5,72 bilhões, queda de 0,4% na mesma base de comparação.

Os números reforçam a importância do agronegócio para o desempenho do comércio exterior brasileiro, ainda que o setor apresente oscilações pontuais ao longo do ano.

Nos próximos meses, o ritmo das exportações tende a ser influenciado principalmente pela evolução da safra brasileira, pela demanda internacional por commodities agrícolas e pelas condições logísticas de escoamento da produção.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

USDA projeta exportação de 49 milhões de sacas e safra recorde no Brasil

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O Brasil deve exportar 49 milhões de sacas de café (60 kg) na safra 2026/27, volume que sinaliza uma retomada robusta do protagonismo brasileiro no mercado global. A projeção, divulgada nesta quarta-feira (03.06) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fundamenta-se na expectativa de uma safra nacional recorde, estimada em mais de 70 milhões de sacas.

O dado é um divisor de águas: enquanto o primeiro quadrimestre de 2026 acumulou apenas 11,5 milhões de sacas exportadas — uma queda de 24% frente ao mesmo período de 2025, fruto de estoques internos exauridos por safras anteriores limitadas — o USDA identifica, a partir de abril, o início de uma reversão dessa tendência, com a oferta crescendo para atender à forte demanda internacional.

Um dos pontos de maior atenção é a sinalização de avanço no acordo entre União Europeia e Mercosul. Atualmente, o Brasil já tem isenção tarifária para o café verde na Europa. Contudo, o produto de maior valor agregado — o solúvel, sobre o qual incide uma taxa de 9%, e o torrado e moído (7,5%) — ainda enfrenta barreiras que favorecem concorrentes como o Vietnã. A expectativa é que, com a gradativa redução dessas tarifas a zero nos próximos quatro anos, o café brasileiro ganhe um fôlego extra para dominar o mercado europeu.

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O USDA projeta que os estoques finais da safra 2026/27 alcancem 4,4 milhões de sacas, um aumento frente aos 3,8 milhões previstos para o ciclo atual. Com a promessa de uma colheita volumosa, superando a marca de 70 milhões de sacas, o Brasil tem potencial para elevar suas exportações em até 30%. O desafio agora é equilibrar essa oferta recorde com a volatilidade cambial e as variações climáticas que ditam o ritmo da porteira para fora.

Fonte: Pensar Agro

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