AGRONEGÓCIO

Agronegócio de São Paulo cresce 11,2% e alcança R$ 149,47 bilhões

Publicado em

As exportações do agronegócio de São Paulo cresceram 11,2% no acumulado de janeiro a outubro de 2024, alcançando R$ 149,47 bilhões. O estado registrou um superávit comercial superior a R$ 121,67 bilhões, impulsionado principalmente pelo aumento de 41,4% nas exportações de café. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).

O café destacou-se como um dos principais produtos exportados, com participação de 4,1% nas vendas internacionais, somando mais de R$ 5,8 bilhões no período. A maior parte das exportações foi de grãos verdes, que representaram 71,7% do total, seguidos pelo café solúvel, com 24%.

Além do café, outros produtos tiveram papel importante no desempenho da balança comercial paulista:

  • Sucos: alta de 30,6%, totalizando R$ 13,57 bilhões, com o suco de laranja representando 98,2% desse valor.
  • Complexo sucroalcooleiro: cresceu 23,9%, atingindo R$ 60,78 bilhões, sendo o açúcar responsável por 93% e o etanol por 7%.
  • Produtos florestais: aumento de 18,9%, com R$ 15,43 bilhões em exportações, destacando-se celulose (55,2%) e papel (37,2%).
  • Carnes: somaram R$ 16,78 bilhões, representando 11,2% das exportações, com a carne bovina responsável por 84,1%.
Leia Também:  Chef Marcelo Horta é atração de dois grandes eventos de gastronomia em São Paulo

Por outro lado, o complexo soja apresentou queda de 35%, com exportações totalizando R$ 12,64 bilhões. A soja em grão representou 77,1% desse montante, impactada por variações no preço e volume exportado.

Com participação de 40,7% no agronegócio paulista, o setor sucroalcooleiro segue como o principal motor das exportações, atingindo R$ 60,78 bilhões no período. Esse desempenho reforça a relevância do açúcar e do etanol no mercado global, mesmo diante de desafios climáticos e econômicos.

Os números reafirmam a força do agronegócio paulista como um pilar da economia nacional, com destaque para a diversificação de produtos e a consolidação de mercados estratégicos.

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

Published

on

Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

Leia Também:  Chef Marcelo Horta é atração de dois grandes eventos de gastronomia em São Paulo

Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

Leia Também:  Entidades apresentam carta ao STF com questões e desafios do agronegócio

O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA