AGRONEGÓCIO

Agroleite 2025 projeta R$ 500 milhões em negócios e aposta na inovação

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A cidade de Castro (160km da capital, Curitiba), no Paraná, se prepara para sediar mais uma edição da Agroleite, uma das principais feiras do setor leiteiro da América Latina. Organizado pela Cooperativa Castrolanda, o evento chega à sua 25ª edição com a meta de movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios, valor semelhante ao registrado no ano anterior, quando o volume comercial alcançou R$ 520 milhões.

A projeção foi anunciada nesta terça-feira (15.04), durante o lançamento oficial da feira, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de agosto no Castrolanda Expocenter. Reconhecida por reunir tecnologia, inovação e oportunidades de negócios, a Agroleite tem como objetivo impulsionar a cadeia do leite, promovendo a troca de conhecimento e o acesso a soluções que contribuam para o aumento da produtividade e da rentabilidade nas propriedades rurais.

Com foco ampliado para os pequenos produtores, a edição deste ano busca oferecer ferramentas que permitam a permanência e o crescimento dessas famílias no campo. A preocupação com a competitividade frente ao leite importado e os custos de produção são desafios centrais que permeiam a programação da feira, que inclui exposições, julgamentos de animais, palestras e atividades técnicas.

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Os organizadores apontam que a conjuntura econômica atual, especialmente os juros elevados para o crédito rural, levou à adoção de uma expectativa conservadora para o volume de negócios. A avaliação é de que muitos produtores devem concentrar seus investimentos em aquisições essenciais, adiando planos mais robustos de expansão.

Para receber o público estimado em 160 mil visitantes — número superior ao registrado em 2024 —, a Castrolanda investiu R$ 12 milhões na ampliação e modernização da infraestrutura do parque. Entre as melhorias, estão a construção de 14 novas casas para empresas expositoras, ampliando para 50 o total de espaços comerciais fixos no evento. Ao todo, cerca de 360 marcas devem participar da feira, superando as 330 do ano passado. O leque inclui setores como máquinas agrícolas, veículos, energia solar, genética, nutrição animal, laboratórios e instituições financeiras.

A Agroleite 2025 também dará destaque à presença de cerca de 500 animais das raças holandesa e jersey, que participarão dos julgamentos conduzidos por juízes internacionais. A programação técnica contará ainda com um novo pavilhão voltado a palestras e debates especializados, além de uma versão remodelada da Trilha do Leite — experiência que simula o caminho do produto da fazenda até o consumidor final, passando por etapas da indústria e do varejo.

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Outro destaque é o avanço na implantação do Parque Tecnológico do Leite, projeto que já integra o Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec). Com apoio dos governos municipal e estadual, a iniciativa pretende reunir universidades, centros de pesquisa, startups e empresas com foco no desenvolvimento de tecnologias para o setor leiteiro. A proposta é consolidar um polo de inovação que fortaleça a produção regional e promova ganhos de eficiência e qualidade para os produtores.

Com uma estrutura ampliada e uma programação voltada para o fortalecimento da cadeia produtiva, a Agroleite 2025 reafirma seu papel estratégico como vitrine de inovações e como espaço de integração entre diferentes elos do agronegócio do leite.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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