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“Fui surpreendida”, afirma aluna que trocou rede privada por Escola Estadual

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Salas climatizadas, laboratórios equipados, internet, Chromebooks, Smart TVs, refeitórios modernos e espaços de convivência. O cenário, que há alguns anos parecia distante da realidade de grande parte das escolas públicas de Mato Grosso, hoje faz parte da rotina de milhares de estudantes da Rede Estadual.

“Eu imaginava que não seria bem-recebida e que encontraria uma estrutura inferior. Mas aconteceu justamente o contrário. Fui acolhida pelos colegas, professores e coordenadores. Hoje gosto muito de estudar aqui”, conta Emily Rhyany Santana Gomes, de 16 anos, aluna do 2º ano da Escola Estadual Cívico-Militar Leovegildo de Melo, em Cuiabá.

O relato da estudante resume uma transformação construída ao longo dos últimos anos por meio dos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso em infraestrutura escolar, tecnologia, formação de professores e melhoria do ambiente de aprendizagem. Os avanços aparecem tanto na percepção dos alunos quanto nos indicadores educacionais.

Por muitos anos, estudar em uma escola pública significava conviver com salas quentes, prédios deteriorados, pouca tecnologia e espaços improvisados. Hoje, essa realidade começa a ficar para trás em Mato Grosso.

O investimento do Governo do Estado em infraestrutura, equipamentos tecnológicos, formação de professores e ampliação das oportunidades de aprendizagem vêm mudando a rotina dos estudantes e resgatando o orgulho de pertencer à escola pública.

A transformação pode ser vista em números, mas ganha ainda mais força nas histórias de quem vive essa mudança todos os dias. Na Escola Estadual Cívico-Militar Leovegildo de Melo, em Cuiabá, alunos que conheceram o antigo prédio convivem hoje com laboratórios, salas climatizadas, internet, Chromebooks, Smart TVs, biblioteca moderna e refeitório climatizado.

O governador Otaviano Pivetta observa que, desde 2019, o Governo do Estado tem tratado a educação como prioridade. “Com robustos investimentos em infraestrutura, material escolar e valorização dos servidores, a rede estadual deu um salto no Ideb, saindo da 22ª para a 8ª posição.

Segundo ele, essa escalada não vai parar por aí. “Nossa meta é cumprir o estabelecido no Plano Educação 10 Anos, que é colocar a educação de Mato Grosso entre as melhores do país, garantindo condições para que o aluno tenha interesse em estar na escola, aprender e construir o seu futuro”.

Essa expectativa se reflete na comunidade estudantil. Até quem chegou recentemente se surpreende ao descobrir que a realidade é muito diferente dos antigos estereótipos sobre a rede pública.

Há poucos meses, Emily Rhyany Santana Gomes, de 16 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio, deixou uma escola particular para ingressar na rede estadual. A expectativa era encontrar uma estrutura inferior. A realidade foi exatamente o oposto.

A primeira surpresa foi o tamanho da escola. Depois vieram as salas climatizadas, o novo refeitório e a estrutura voltada ao aprendizado.

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“O que mais me chamou a atenção foram o refeitório climatizado, as salas e o laboratório. Também gosto muito quando usamos os Chromebooks para fazer pesquisas e atividades. A televisão na sala também ajuda bastante nas aulas, principalmente quando os professores utilizam vídeos e apresentações”, conta.

Ela admite que tinha receio de estudar em uma escola pública.

“Eu imaginava que não seria bem-recebida ou que teria dificuldade em fazer amizades. Mas aconteceu justamente o contrário. Fui acolhida pelos colegas, pelos professores e pelos coordenadores. Hoje gosto muito de estudar aqui”.

Quem viveu o antes conhece o tamanho da mudança

Se para Emily tudo é novidade, Ysis Daffiny Ramos Fagundes, de 15 anos, estudante do 1º ano, acompanhou a transformação.

Quando começou a estudar na unidade, ainda no antigo prédio, a realidade era completamente diferente. “O refeitório era muito pequeno; praticamente não havia um lugar adequado para comer. A quadra tinha muitos problemas, havia cascalho, sujeira e até muitos pombos. As salas eram antigas e não havia laboratórios”.

Hoje, segundo ela, o cenário é outro. “O refeitório ficou maravilhoso, climatizado, confortável. A quadra mudou completamente e agora também temos uma quadra de areia. As salas têm mobiliário novo, televisão e os Chromebooks facilitaram muito as pesquisas e as aulas”.

Na avaliação da estudante, a tecnologia também mudou a forma de aprender.
“Antes, o professor precisava mostrar tudo de mesa em mesa. Agora usamos televisão, pesquisamos nos Chromebooks e isso melhorou muito o aprendizado”.

Ao ser questionada sobre qual foi a principal transformação, ela responde sem pensar. “O refeitório. Hoje é um lugar confortável para todos. Mas, na verdade, a escola inteira mudou”.


Muito além de paredes novas

Para o diretor Pedro Moreira dos Santos Neto, doutor em Geografia e gestor da escola na gestão 2024/2027, as mudanças estruturais vieram acompanhadas de avanços pedagógicos.

Segundo ele, os investimentos mais recentes contemplaram a climatização completa do refeitório e a construção da quadra de areia, que ampliou as possibilidades das aulas de Educação Física e também abriu espaço para utilização da comunidade nos finais de semana.

Mas as melhorias começaram antes

“Quem conheceu o antigo prédio sabe que enfrentávamos goteiras, problemas elétricos constantes e até um princípio de incêndio. Hoje temos salas climatizadas, laboratório, biblioteca, internet, Chromebooks, televisores, estacionamento e espaços de convivência. A infraestrutura mudou completamente”.

Os reflexos também se observam nos indicadores educacionais. “Pela primeira vez na história da escola, alcançamos o coeficiente necessário para a publicação dos resultados do Ensino Médio no Saeb. Também consolidamos a participação no Ideb. Agora nosso desafio é manter esses resultados, reduzir ainda mais a evasão e avançar na aprendizagem”.

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Quando o ambiente também ensina

Há 11 anos lecionando inglês na unidade, a professora Eliete Joana da Silva Marques afirma que o novo espaço mudou não apenas a escola, mas também a autoestima dos estudantes. Ela lembra que, quando chegou à instituição, encontrou um ambiente em estado de degradação.

“O prédio era escuro e abafado, transmitindo uma sensação de abandono. As paredes eram pichadas, poucos ventiladores funcionavam e a estrutura comprometia tanto o aprendizado quanto o bem-estar dos alunos”.

Hoje, segundo ela, a realidade é completamente diferente.

“Os estudantes frequentam um ambiente acolhedor, moderno e equipado com tecnologia. Utilizamos Smart TV, internet e Chromebooks durante as aulas.

Isso tornou o ensino mais interativo e conectado à realidade dos jovens”.

A professora destaca que a valorização também alcançou os educadores. “Antes precisávamos pagar pela própria formação. Hoje temos acesso gratuito a cursos de capacitação oferecidos pelo Estado. Isso fortalece nosso trabalho e amplia as oportunidades para os estudantes”.

Quem saiu também percebe a evolução

Formada na escola em 2020, durante a pandemia, Luciana do Nascimento Lira, de 23 anos, está hoje no último semestre do curso de Direito e retorna à antiga escola com orgulho.

Ela lembra que a estrutura anterior era bastante limitada. “Era uma escola cheia de grades, sem acessibilidade, com salas deterioradas, equipamentos precários e poucos recursos pedagógicos”.

Ao conhecer a nova unidade, ficou impressionada.

“A estrutura mudou completamente. Hoje existem laboratório, biblioteca moderna, refeitório, espaços de convivência e muito mais liberdade para os alunos”.

Para ela, essas melhorias influenciam diretamente o aprendizado. “Quando o estudante encontra conforto e boas condições para estudar, ele aproveita muito mais as oportunidades. Eu consegui chegar até aqui graças aos professores que tive, mesmo sem toda essa estrutura. Quem estuda hoje tem ainda mais possibilidades”.

A mensagem deixada aos atuais alunos é simples. “Aproveitem tudo. Usem cada espaço, cada laboratório, cada oportunidade. Vocês têm uma estrutura que muitos de nós não tivemos”.

A transformação vista pelas famílias

A mudança também é percebida em casa. A auxiliar administrativa Hevily Daiany Fernandes da Silva, mãe da estudante Juliane Fernanda Sousa Moreira, afirma que a escola passou a oferecer maior organização, disciplina e incentivo ao desenvolvimento dos estudantes.

“O novo refeitório, a quadra, o incentivo ao esporte e o cuidado dos professores fizeram muita diferença. Minha filha passou a demonstrar interesse por disciplinas que antes estudava apenas para obter nota”.

Segundo ela, o ambiente escolar hoje incentiva os alunos a sonharem mais alto. “A escola prepara para o Enem, incentiva os estudantes a buscar uma vaga na universidade e mostra que eles podem conquistar um futuro melhor”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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