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Integrante de facção envolvido em tentativa de homicídio é preso em flagrante em São José dos Quatro Marcos

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Um integrante de facção criminosa envolvido em crime de tentativa de homicídio foi preso em flagrante, na noite de quarta-feira (11.6), em ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar, no município de São José dos Quatro Marcos.

A prisão integra os trabalhos da Operação Brasil Contra o Crime Organizado – Fronteira, realizada pelos policiais da Delegacia de Polícia de São José dos Quatro Marcos, com apoio da Polícia Militar do município e da 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres.

O suspeito, de 24 anos, foi localizado após diligências ininterruptas realizadas pelas forças de segurança desde o momento do crime. Ele foi autuado por tentativa de homicídio qualificado, praticada em contexto de atuação de organização criminosa.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (9), quando dois homens em uma motocicleta efetuaram disparos de arma de fogo contra a residência da vítima, em São José dos Quatro Marcos. Apesar da ação criminosa, a vítima não foi atingida e sobreviveu ao atentado.

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Assim que os fatos chegaram ao conhecimento das autoridades, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram levantamentos de imagens de câmeras de segurança e outras diligências investigativas para identificar os envolvidos. As investigações permitiram identificar o veículo utilizado no apoio à fuga dos suspeitos, um VW Gol, e apontar os possíveis autores do crime.

Durante o trabalho investigativo, os policiais descobriram que o atentado teria sido motivado por desavenças relacionadas a facções criminosas. A vítima relatou ter sofrido ameaças anteriores em razão de conflitos surgidos durante período em que esteve custodiada no sistema prisional.

Com o avanço das investigações, os policiais localizaram o paradeiro do suspeito em uma residência no Distrito do Caramujo, em Cáceres. No momento da abordagem, o suspeito tentou fugir pulando cercas da propriedade, porém foi detido pelos investigadores.

Segundo o delegado de São José dos Quatro Marcos, Kairo Ribeiro Batista as investigações apontam que o crime foi praticado no contexto da atuação de uma facção criminosa, considerada ultraviolência com atuação em âmbito nacional e transfronteiriço. A motivação do atentado teria caráter faccional, relacionada a conflitos originados por busca de controle territorial ligado ao tráfico de drogas.

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A conduta atribuída ao autuado encontra adequação típica no art. 121, §2º-D, do Código Penal, introduzido pela Lei nº 15.358/2026, que qualifica o homicídio doloso quando praticado por integrante de organização criminosa ultraviolenta.

Diante da gravidade do caso, além da prisão em flagrante, o delegado responsável representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva do suspeito.

“A prisão demonstra o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento ao crime organizado e à violência faccional, que ceifa vidas e amedronta a comunidade. A atuação integrada das equipes foi determinante para que o autor fosse responsabilizado ainda em situação de flagrância”, afirmou o delegado.

As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar todos os participantes e localizar os demais envolvidos que permanecem foragidos.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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