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Sema promove mutirão do CAR Digital 2.0 em Lucas do Rio Verde até quinta-feira (11)

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou nesta segunda-feira (8.6), na sede do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, a abertura oficial do mutirão do CAR Digital 2.0 no município. Durante o evento, também foi apresentada a ferramenta Lucas Legal 2.0, que será utilizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente para auxiliar os produtores na regularização ambiental de suas propriedades.

Os atendimentos do mutirão ocorrem na sede da Câmera de Dirigentes Lojistas (CD) das 8h às 18h, até quinta-feira (11). A iniciativa conta com o apoio do Programa Regulariza Rural, viabilizado por meio de parceria entre o Governo de Mato Grosso e o Serviço Florestal Brasileiro, com recursos do Banco Alemão KFW.

Analistas da Sema estão no município para esclarecer as dúvidas dos proprietários rurais sobre as funcionalidades do CAR Digital 2.0 . “A ideia do mutirão é ir até o produtor para que ele possa verificar o que está faltando para a regularização da sua propriedade. Em Lucas do Rio Verde, também assinamos um termo de compromisso com o município que possibilita o acesso às bases de referência da Sema para que seja realizado um balcão de atendimento na prefeitura para auxiliar o produtor rural na finalização do processo de regularização ambiental”, afirmou a secretária adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto.

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Durante a solenidade, o produtor rural e vice-prefeito de Lucas do Rio Verde, Joci Piccini, enfatizou que o Cadastro Ambiental Rural é um documento essencial para produção e comercialização. “Para dirigir um carro com responsabilidade, a pessoa precisa ter a carteira de motorista. Para dirigir a propriedade é a mesma coisa, a pessoa precisa do CAR. Não adianta o produtor ficar se escondendo ou empurrando os problemas para debaixo do tapete, é preciso ir atrás para resolver as pendências de uma vez por todas e finalizar a regularização de sua propriedade”, afirmou.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, reforçou o compromisso da administração municipal em impulsionar a regularização ambiental. “Firmamos essa parceria com o governo do estado para que de alguma forma possamos apoiar essa importante iniciativa. Normalmente nos preocupamos com a regularização fundiária, mas também temos que estar atentos com a regularização ambiental para produzirmos e comercializarmos dentro da legalidade”, ressaltou.

Também participaram da solenidade de abertura do mutirão, o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Tiago Cimpak, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, e a vereadora Nadir Santana.

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Lucas Legal 2.0

Desenvolvida por consultoria especializada contratada pelo município de Lucas do Rio Verde, com a utilização de inteligência territorial, a ferramenta tecnológica Lucas Legal 2.0 será disponibilizada aos produtores e profissionais técnicos do município para auxiliar a confecção do CAR em conformidade com as bases de referência da Sema.

A proposta da ferramenta, que deve começar a funcionar em julho deste ano, é ser uma ponte de dados com o CAR Digital 2.0 da Sema para resolução de sobreposições de áreas e elaboração automática do Plano de Recuperação de Área Degradada, garantindo agilidade na efetivação da regularização ambiental.

O lançamento da ferramenta marca o início da segunda fase do Lucas Legal, que começou a ser desenvolvido no município em 2006. Na ocasião, a cidade foi reconhecida nacionalmente como referência na efetivação da regularização ambiental. O município lança a segunda fase do programa com o desafio de ser o primeiro município a ter 100% das propriedades rurais regularizadas.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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