MATO GROSSO

Sema executa planejamento para comercialização de reduções de emissões de carbono

Publicado em

O Governo de Mato Grosso se prepara para a criação de um modelo jurisdicional para comercialização das reduções de emissões de carbono. Como parte desse planejamento, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) iniciou, nesta terça-feira (26.5), em Cuiabá, capacitação com representantes das instâncias de governança ligadas à pauta climática, com o objetivo de promover o nivelamento sobre os avanços obtidos e as próximas etapas do Programa Jurisdicional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

“Mato Grosso já possui resultados confirmados de reduções de emissões desde 2022, que podem gerar recursos para o Estado na ordem de até R$ 1 bilhão. Estamos trabalhando para criar um modelo jurisdicional que permita a comercialização dessas reduções de emissões, de forma que esses recursos possam continuar financiando a estrutura que possibilitou alcançarmos esses resultados, além de repartir os benefícios com as pessoas que tradicionalmente preservam o meio ambiente”, destacou o secretário-adjunto executivo de Meio Ambiente, Alex Marega.

Leia Também:  SES promove oficina sobre monitoramento da saúde da população

Segundo ele, além das capacitações, o planejamento voltado à criação do modelo jurisdicional para comercialização das reduções de emissões de carbono inclui a elaboração de legislação e regulamentações para a estruturação de uma companhia estadual que será a detentora desses créditos.

“Estamos adotando todas as exigências necessárias para obtermos a certificação ART TREES, principal padrão mundial para o mercado jurisdicional de carbono de REDD+, para posteriormente buscarmos compradores que possibilitem maior vantagem econômica para o Estado de Mato Grosso”, explicou.

A previsão, conforme o secretário-adjunto, é de que até dezembro deste ano sejam finalizados todos os procedimentos burocráticos para que, a partir de 2027, seja iniciado o processo de contratação.

Capacitação

O evento, que se estenderá até quinta-feira (28), no Mato Grosso Palace Hotel, conta com a participação de representantes do Conselho Gestor de REDD+, do Fórum Mato-grossense de Mudanças Climáticas, do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais e da Comissão de Governança Indígena do REM.

A capacitação está sendo ministrada por especialistas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com apoio do Programa REM MT.

Leia Também:  Polícia Civil prende autores de furto e receptadores de carga de carnes

O Sistema Estadual de REDD+ foi instituído em Mato Grosso por meio da Lei Estadual nº 9.878/2013, com o objetivo de promover a redução progressiva, consistente e sustentada das emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento e da degradação florestal, bem como a conservação, o manejo florestal sustentável e a manutenção e ampliação dos estoques de carbono florestal.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

Published

on

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

Leia Também:  Polícia Civil prende autores de furto e receptadores de carga de carnes

As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

Leia Também:  Sema e PM apreendem pescado, redes e tarrafas em Santo Antônio do Leverger

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA