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Palestra no Fórum de Várzea Grande debate prevenção à violência e segurança no ambiente escolar

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“A radicalização vem dentro de casa, pela internet, e chega à escola”, alerta oficial da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) em palestra no Fórum de Várzea Grande Palestra no Fórum de Várzea Grande debate prevenção à violência e segurança no ambiente escolar

O Fórum da Comarca de Várzea Grande promoveu, na quarta-feira (20), uma palestra sobre prevenção à violência no ambiente escolar e os desafios relacionados à exposição de crianças e adolescentes a conteúdos extremistas na internet. O encontro reuniu profissionais da Educação, integrantes das forças de segurança, servidores do Judiciário e representantes da rede de proteção.

A atividade foi realizada por meio do programa “Cor e Causa”, desenvolvido pelo Núcleo Psicossocial (NuPs) do Juizado Especial Criminal e Fazendário de Várzea Grande, e contou com a participação de oficiais da (ABIN), que atuam em Mato Grosso. Por questões de segurança institucional, os nomes dos participantes não foram divulgados.

Durante a palestra, foram abordados temas relacionados ao uso responsável da internet, aos riscos da circulação de conteúdos violentos em plataformas digitais e à importância da atuação integrada entre família, escola, rede de proteção e instituições públicas na prevenção de situações de violência envolvendo estudantes.

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Os representantes da ABIN explicaram que o trabalho desenvolvido pelos órgãos de inteligência ocorre em cooperação com instituições federais, estaduais e municipais, com foco no acompanhamento de ameaças e na produção de informações estratégicas voltadas à segurança pública.

Também foram discutidos sinais de atenção que podem indicar situações de vulnerabilidade emocional ou exposição a conteúdos nocivos, reforçando a importância do diálogo entre escolas e famílias. Segundo os participantes, mudanças bruscas de comportamento, isolamento persistente associado a manifestações de violência ou intolerância e consumo recorrente de conteúdos extremistas podem demandar acompanhamento especializado e atuação preventiva da rede de proteção.

O diretor do Foro da Comarca de Várzea Grande, juiz Ângelo Judai Junior, destacou a importância da conscientização sobre o tema.

“Muitas vezes as pessoas acreditam que situações de violência (promover informação, prevenção e diálogo para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes”, afirmou.

O juiz Hugo José Freitas da Silva, do Juizado Especial Criminal e Fazendário de Várzea Grande, responsável pela iniciativa, explicou que a proposta do programa é aproximar o Judiciário de temas sociais relevantes para a comunidade.

“Por meio do programa ‘Cor e Causa’, buscamos promover debates sobre assuntos atuais que impactam diretamente a sociedade. Nessa edição, discutimos a prevenção da violência no ambiente escolar e a importância da atuação conjunta entre instituições e famílias”, afirmou o magistrado.

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Entre os participantes, profissionais da Educação ressaltaram a relevância das orientações apresentadas durante o encontro.

A pedagoga da Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande, Marlene Silva Rodrigues, destacou que a palestra contribuiu para ampliar a percepção sobre comportamentos que podem indicar necessidade de acolhimento e acompanhamento.

“É importante que escola, família e rede de proteção estejam atentas a mudanças significativas de comportamento e ao bem-estar emocional dos estudantes”, observou.

A diretora escolar Rosalina Marques de Almeida, da Escola Municipal de Ensino Básico Joaquim da Cruz Coelho, no bairro Serra Dourada, afirmou que o debate trouxe informações importantes para o cotidiano das unidades escolares.

“As orientações ajudam a fortalecer o acompanhamento dos alunos e a atuação preventiva dentro das escolas”, disse.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Medida protetiva: como a Justiça age para proteger mulheres antes que a violência aumente

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A violência doméstica nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições e diferentes formas de violência também colocam mulheres em risco e podem justificar a concessão de uma medida protetiva de urgência. Prevista na Lei Maria da Penha, essa é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Poder Judiciário para interromper o ciclo de violência e garantir proteção à vítima.

Proteção antes que a violência aumente

De acordo com a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a medida protetiva é uma decisão judicial, prevista na Lei Maria da Penha https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm , concedida quando há indícios de que a mulher está em situação de violência doméstica ou familiar. Seu objetivo é preservar a vida e a integridade física, psicológica, sexual, patrimonial e moral da vítima, evitando que a violência se agrave.

“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é preciso esperar uma agressão física grave para buscar proteção. A lei também ampara mulheres que sofrem ameaças, perseguição, violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial ou violência moral”, explica a magistrada.

Dependendo das circunstâncias do caso, a Justiça pode determinar que o agressor deixe imediatamente a residência onde vive com a vítima, mantenha distância mínima dela e de seus familiares, seja proibido de fazer qualquer tipo de contato por telefone, mensagens ou redes sociais, tenha o porte de arma suspenso, tenha restrições em relação às visitas aos filhos ou, quando necessário, seja obrigado a pagar alimentos provisórios. O magistrado também pode adotar outras medidas consideradas indispensáveis para garantir a segurança da mulher.

A medida protetiva pode ser concedida independentemente da abertura de um processo criminal ou da continuidade da ação penal. Seu objetivo é garantir proteção imediata diante de uma situação de risco, preservando a integridade física e emocional da vítima.

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Como solicitar

Ao identificar uma situação de violência doméstica ou familiar, a mulher pode solicitar a medida protetiva em uma Delegacia Especializada de Defesa da Mulher ou em qualquer delegacia de polícia. O pedido também pode ser encaminhado por intermédio do Ministério Público, da Defensoria Pública ou de advogado. Em Mato Grosso, esse procedimento integra um fluxo padronizado entre o Poder Judiciário e os órgãos da rede de proteção, conferindo mais agilidade à análise dos casos.

Depois do registro da ocorrência, o pedido é encaminhado ao Poder Judiciário, que analisa o caso com prioridade. Se a medida for concedida, a decisão é comunicada aos órgãos que integram a rede de proteção, como a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), as secretarias municipais de Assistência Social e outros serviços responsáveis por acompanhar e oferecer suporte à vítima.

A Polícia Civil de Mato Grosso também disponibiliza um canal para solicitação on-line de medidas protetivas, por meio da plataforma SOS Mulher https://sosmulher.pjc.mt.gov.br/ . Para realizar o pedido, é necessário ter em mãos o boletim de ocorrência. Caso a mulher ainda não tenha registrado a ocorrência, o documento pode ser confeccionado de forma on-line pela Delegacia Virtual, disponível na própria plataforma.

Além de solicitar a medida protetiva, a vítima pode acompanhar o andamento do pedido, consultar as unidades policiais disponíveis em cada município e acessar informações sobre os direitos garantidos após a concessão da medida.

Descumprimento é crime

Depois de concedida a medida protetiva, o agressor é obrigado a cumprir rigorosamente todas as determinações impostas pela Justiça. Caso descumpra qualquer uma delas, como se aproximar da vítima, tentar fazer contato ou voltar à residência quando proibido, poderá responder pelo crime de descumprimento de medida protetiva, além de estar sujeito à prisão e a outras medidas judiciais.

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Se isso acontecer, a vítima deve comunicar imediatamente a Polícia Militar, pelo telefone 190, a Polícia Civil ou a autoridade responsável pelo acompanhamento da medida, para que sejam adotadas as providências cabíveis.

Um instrumento que salva vidas

Os números demonstram a importância da medida protetiva como mecanismo de prevenção. Dados do Observatório Caliandra apontam que entre 2019 e 2025, das 316 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, 288 não haviam solicitado medida protetiva.

“A concessão da medida protetiva é um instrumento essencial para a proteção da mulher, garantindo uma resposta rápida do Poder Judiciário e possibilitando a adoção de providências destinadas a interromper a violência. Buscar ajuda nos primeiros sinais de violência pode fazer a diferença para salvar vidas”, alertou a juíza Tatyana Borges.

Serviço

A plataforma SOS Mulher da Polícia Civil de Mato Grosso permite solicitar medidas protetivas de urgência, registrar boletim de ocorrência pela Delegacia Virtual, acompanhar a tramitação do pedido e consultar informações sobre os direitos das vítimas e os serviços disponíveis no Estado.

Em emergências, a orientação é acionar o telefone 190 (Polícia Militar). Para denúncias, orientações e registro de violações, disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), um serviço gratuito e anônimo disponível 24 horas.

Marcia Marafon

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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