A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira (5.5), cinco homens suspeitos de envolvimento em crimes de furto e receptação praticados no município de Canarana.
A prisão ocorreu horas após o crime, em decorrência de uma ação investigativa realizada pela equipe da Delegacia de Canarana.
Segundo o relato da vítima, ela retornou para casa, encontrou o imóvel arrombado e constatou a subtração de vários objetos, como uma máquina de solda, um botijão de gás, uma caixa de som e uma ferramenta elétrica.
Diante das informações, a equipe policial iniciou as investigações e conseguiu identificar o suspeito do furto, que foi abordado, confessou o crime e indicou para quem havia repassado os objetos subtraídos. Outras quatro pessoas foram detidas pelo crime de receptação.
Um dos objetos foi entregue espontaneamente por familiar de um dos suspeitos. “Esse resultado demonstrou a efetividade da atuação policial e a rápida resposta à população de Canarana”, destacou o delegado Diogo Jobane.
O delegado salientou ainda as recentes alterações legislativas, que passaram a considerar o crime de receptação como inafiançável. “Destacamos a atuação policial da equipe, que reforça o combate à cadeia criminosa que sustenta os furtos e roubos na região”, frisou o delegado.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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