A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta terça-feira (05), o transporte irregular de 4,14 m³ de madeira nativa beneficiada, durante fiscalização no km 733 da BR-163, em Sorriso (MT).
A carga era transportada em um caminhão VW Delivery, abordado durante patrulhamento tático. Ao solicitar a documentação referente ao produto florestal, a equipe constatou que não havia nota fiscal nem licença ambiental obrigatória para o transporte.
Segundo informações repassadas aos policiais, a madeira havia sido carregada no distrito de Moraes de Almeida (PA) e tinha como destino o município de Goiânia (GO).
Durante a análise da carga, foram coletadas amostras em diferentes pontos do material transportado. A verificação indicou tratar-se de madeira da espécie Apuleia leiocarpa, conhecida popularmente como garapeira, já beneficiada em formato de pisos.
Diante da ausência de documentação que comprovasse a origem regular do produto florestal, foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime ambiental de transportar madeira sem licença válida.
O veículo e a carga permaneceram no pátio da Unidade Operacional da PRF em Sorriso, à disposição do Ministério Público Estadual, do Poder Judiciário e do órgão ambiental competente.
A PRF reforça que o transporte de produtos florestais de origem nativa exige documentação específica e que a fiscalização nas rodovias federais contribui para o combate a crimes ambientais e para a proteção dos recursos naturais.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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