Sorriso

Educadores passam por formação prática em Justiça Restaurativa

Publicado em

Buscando dar voz aos participantes, promover igualdade nas falas e resgatar a cultura do diálogo e da pacificação social.

A busca por ambientes mais harmoniosos dentro das escolas tem ganhado cada vez mais espaço, e iniciativas como a formação em Justiça Restaurativa mostram que o caminho passa, antes de tudo, pelo diálogo. Nesse contexto, educadores da rede municipal de ensino participam, durante três dias, do Programa de Formação em Justiça Restaurativa, que chegou ao Módulo III – Formação Prática, preparando facilitadores de círculos de construção de paz.

Nas escolas, essa prática tem se mostrado cada vez mais necessária. A metodologia, que já vem demonstrando eficiência em diversos cenários, inclusive no ambiente familiar, busca dar voz aos participantes, promover igualdade nas falas e resgatar a cultura do diálogo e da pacificação social. A proposta é formar novas gerações capazes de lidar com conflitos de forma mais humana e responsável.

A professora Aline Demarqui é uma dessas vozes que encontrou, nessa abordagem, uma nova forma de enxergar os conflitos, em meio aos desafios diários vividos no âmbito escolar.

“Eu já tinha ouvido falar por colegas, mas nunca tinha participado. Quando vivi isso na prática, me apaixonei”, conta. Segundo ela, o grande diferencial está na forma como os conflitos são conduzidos. “A gente entende que nem sempre existe um certo e um errado. Existem histórias, sentimentos e pontos de vista que precisam ser ouvidos, e é muito gratificante ver quando as pessoas conseguem se entender e continuar convivendo bem”, ressalta Aline.

Leia Também:  Contemplados do Santa Maria II receberão documentos na segunda-feira (6 de maio)

A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), além do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Sorriso. Essas iniciativas são fomentadas pela Resolução nº 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a aplicação dessas práticas em parceria com tribunais, comunidades e redes locais de proteção de direitos.

No município, a iniciativa também está alinhada à Lei Municipal nº 3.366, de 26 de abril de 2023, que instituiu o Programa Municipal de Práticas de Construção de Paz nas Escolas, fortalecendo ainda mais a presença dessa cultura dentro das unidades de ensino. Os círculos de construção de paz, nesse aspecto, surgem como uma ferramenta essencial da Justiça Restaurativa.

Rauny Lima, assessor de relações institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), é quem está conduzindo a formação e acompanhando os participantes nesse processo de aprendizado e prática. Ele pontua que, ao longo dos encontros, os educadores aprendem e vivenciam, na prática, situações muito próximas da realidade que enfrentam todos os dias.

Leia Também:  Saúde do Trabalhador atende colaboradores do Grupo Valdocir Rovaris

“Nesse processo, passam a compreender e conduzir os chamados círculos de construção de paz, espaços cuidadosamente organizados para promover escuta, diálogo e reconstrução das relações. Mais do que uma capacitação, a formação se transforma em uma experiência capaz de ampliar o olhar de quem vive o cotidiano escolar, despertando novas formas de lidar com conflitos e fortalecendo vínculos dentro e fora da sala de aula”, frisa Rauny.

Situações como desentendimentos, conflitos recorrentes e dificuldades nas relações também fazem parte da realidade escolar e exigem novas formas de abordagem. Muitos alunos chegam carregando questões de fora e, muitas vezes, não sabem como lidar com tudo isso — o que acaba se refletindo dentro da sala de aula. Para a coordenadora do Programa Círculo de Paz, Ana Reni, aprender a mediar esses momentos por meio do diálogo é essencial e faz toda a diferença na construção de um ambiente mais equilibrado e acolhedor.

“A gente percebe que é possível resolver sem briga, sem afastamento, sem criar mais dor. Em tempos em que os conflitos parecem cada vez mais intensos, experiências como essa mostram que o diálogo ainda é uma das ferramentas mais eficazes para transformar realidades — começando, muitas vezes, dentro da própria sala de aula”, reitera.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Sorriso

Delegada da PJC conversa com idosos sobre prevenção da violência

Published

on

Ao mesmo tempo, Procon de Sorriso também reforça atuação para evitar danos financeiros ao público 60+

Junho Violeta. Neste mês, de maneira ainda mais intensa, vários são os setores da Administração Municipal que se unem para combater – e prevenir – a violência contra a pessoa idosa. Na manhã desta terça-feira (23 de junho), no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), a delegada da Polícia Judiciária Civil (PJC) Laísa Crisóstomo de Paula Leal palestrou aos idosos que frequentam a unidade sobre a importância de identificar e denunciar as várias formas de violência praticadas contra a pessoa idosa.

Tipos de violência contra as pessoas idosas:

A mais comum é a negligência, quando os responsáveis pelo idoso deixam de oferecer cuidados básicos, como higiene, saúde, medicamentos, proteção contra frio ou calor.

O abandono vem em seguida e é considerado uma forma extrema de negligência. Acontece quando há ausência ou omissão dos familiares ou responsáveis, governamentais ou institucionais, de prestarem socorro a um idoso que precisa de proteção.

Leia Também:  Prefeito participa da assinatura de ordem de serviço para duplicar BR-163 até Sorriso

Há, ainda, a violência física, quando é usada a força para obrigar os idosos a fazerem o que não desejam, ferindo, provocando dor, incapacidade ou até a morte. E a sexual, quando a pessoa idosa é incluída em ato ou jogo sexual homo ou heterorrelacional, com objetivo de obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.

A psicológica ou emocional é a mais sutil das violências. Inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles, xingamentos, sustos, constrangimento, destruição de propriedade ou impedimento de que vejam amigos e familiares.

Por último, há a violência financeira ou material, que é a exploração imprópria ou ilegal dos idosos

Idosos com aspecto descuidado, que apresentem marcas no corpo mal explicadas ou sinais de quedas frequentes e que tenham familiares ou cuidadores indiferentes a eles, podem estar sendo vítimas de violência.

Violência Financeira

Para prevenir ocorrências que possam comprometer a saúde financeira dos idosos, o Procon de Sorriso organizou uma rodada de reuniões online com instituições financeiras. Na tarde de ontem (22 de junho), foi realizado o primeiro encontro virtual. “As ações preventiva e repreensiva já foram discutidas com o Procon Estadual e com a Polícia Judiciária Civil”, antecipou o diretor-executivo do Procon de Sorriso, Michel Ferreira de Souza.

Leia Também:  Palestras e plantio de mudas marcam o Dia da Árvore em escolas do Município

“O foco é o compartilhamento de informações a fim de identificar práticas infracionais e criminosas que vitimam, na maioria das vezes, o público idoso”, complementa, acrescentando que, na tarde de hoje, o tema será partilhado com a equipe da Superintendência de Fiscalização do Procon Estadual, já que representantes do Procon de Sorriso estão na capital do Estado para participar da Reunião Técnica dos Procons Municipais.

Até agora, pelo menos cinco instituições de crédito que mantém agentes credenciados em Sorriso devem ser acionadas para garantir boas práticas na viabilização de empréstimos, em especial para as pessoas idosas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA