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Diretor destaca formação em gestão escolar como caminho para fortalecer aprendizagem

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A formação em gestão educacional tem impacto direto na rotina da escola e no trabalho desenvolvido dentro da sala de aula. A avaliação é do professor de matemática Rogério Chagas Major, atual diretor da Escola Estadual Nagib Saad, no Distrito de Agrovila de Palmeiras, em Santo Antônio de Leverger. Ele participa da 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, realizada pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com o Sebrae-MT, em Chapada dos Guimarães.

A abertura do evento começou neste domingo (26.4) e a programação segue até quinta-feira (30). A Convenção reúne profissionais do Órgão Central, das Diretorias Regionais de Educação (DREs), Diretoria Metropolitana de Educação (DME), gestores escolares e equipes de apoio, com foco no alinhamento das ações da rede, na organização dos fluxos de trabalho e na construção de planos de melhoria para as unidades escolares.

Diretor desde 2002, Rogério afirma que a gestão escolar exige preparo, escuta e capacidade de formar boas equipes. Na Escola Estadual Nagib Saad, ele acompanha uma rotina que vai do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, com atendimento também no período noturno e no sistema prisional.

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“Quem está na direção sabe que a escola só funciona bem quando a equipe caminha junto. Uma formação como essa ajuda a organizar melhor o trabalho, trocar experiências e voltar para a escola com ideias que podem ser aplicadas no dia a dia. A gestão escolar precisa desse olhar, porque tudo o que melhora na organização da escola chega também ao aluno”, afirmou.

Segundo Rogério, encontros presenciais como a Convenção permitem que os gestores conheçam experiências de outras unidades, compartilhem dificuldades e encontrem caminhos para aprimorar a condução da escola.

“Cada escola tem uma realidade, mas muitos desafios são parecidos. Quando a gente participa de uma formação dessa, ouve outros gestores, conversa com as equipes da Seduc e da DME, volta com mais segurança para ajustar processos e fortalecer o trabalho dentro da unidade”, destacou.

Durante a programação, os participantes trabalham os fundamentos do MEG – Educação, Modelo de Excelência em Gestão, e a metodologia PDCA, que orienta o planejamento, a execução, a verificação dos resultados e a correção de rotas. As ferramentas serão usadas para apoiar a análise de dados e a elaboração dos planos de melhoria das escolas.

Para a Seduc, a formação presencial reforça a gestão escolar como parte direta da qualidade da educação. A organização dos fluxos de trabalho, o acompanhamento de resultados, o cuidado com os ambientes escolares e a integração entre as equipes são tratados como condições para que a aprendizagem aconteça com mais regularidade dentro da sala de aula.

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Rogério também avalia que a qualificação dos profissionais tem sido uma preocupação constante da Seduc e da Diretoria Metropolitana de Educação (DME). Ele lembra que esse trabalho vem sendo fortalecido desde 2019 e cita os resultados alcançados pela Escola Estadual Nagib Saad, premiada duas vezes pela Secretaria de Edfucação e pela DME por excelência e alfabetização.

“Esses reconhecimentos mostram que a escola está no caminho certo, mas também aumentam a nossa responsabilidade. A formação ajuda justamente nisso, quer é manter o que já deu certo, corrigir o que precisa melhorar e envolver a equipe no mesmo propósito”, disse o diretor.

A programação da 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada também inclui temas ligados à rotina das unidades escolares, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além de sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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