AGRONEGÓCIO

ExpoZebu começa hoje. Primeiro leilão vendeu mais de R$ 600 mil

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A 91ª ExpoZebu 2026 que está começando neste sábado (25.04) em Uberaba (470 km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, comercializou, no primeiro leilão, R$ 617,4 mil com a venda de 40 animais, média de R$ 15,4 mil por cabeça.

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O resultado marca a largada dos negócios na principal feira da pecuária zebuína e indica apetite por genética voltada à produção de leite. O destaque do remate foi a fêmea Garrinha da Epamig, arrematada por R$ 45 mil. O animal reúne produção de 3.572 quilos de leite em 305 dias e GPTA de 700 quilos, indicador de mérito genético para transmissão de produtividade.

A programação comercial da feira prevê 41 leilões e 11 shoppings de animais até 4 de maio, com expectativa de forte movimentação financeira ao longo do período. O evento é promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e reúne criadores de todo o País em Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), principal vitrine da genética zebuína nacional.

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A presença de animais Gir Leiteiro e cruzamentos Girolando reforça o foco crescente da pecuária leiteira em eficiência produtiva. A busca por maior produção por vaca e melhor adaptação a sistemas intensivos tem sustentado a valorização de matrizes e reprodutores com avaliação genética consolidada.

Na preparação para a feira, a ABCZ concluiu uma série de melhorias na estrutura do parque. As intervenções incluíram reformas em áreas administrativas e de eventos, ampliação do estacionamento com novas vagas e instalação de banheiros em pontos estratégicos. Também foi construído um novo pavilhão com capacidade para 72 argolas, além de adequações em áreas de circulação de animais e visitantes.

O avanço da infraestrutura acompanha o crescimento do evento e o aumento do fluxo de expositores e compradores. A ExpoZebu mantém posição central na formação de preços da genética zebuína e funciona como termômetro do investimento em melhoramento animal, em um momento em que produtividade e eficiência se tornaram determinantes para a rentabilidade da pecuária.

Serviço — Expozebu 2026

Data: 25 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Parque Fernando Costa — Uberaba (Triângulo Mineiro)
Programação: julgamentos de raças zebuínas, leilões, palestras, Zebu Connect Day + Dia de Campo (27/04), Expozebu Rodeo Shows
Leilões: 40 remates e 9 shoppings genéticos (31 com transmissão ao vivo)
Realização: Associação Brasileira dos Criadores de Zebu

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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