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Grupo Reflexivo de Tabaporã promove transformação de atitudes e prevenção à violência doméstica

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No município de Tabaporã (643km de Cuiabá), o Poder Judiciário tem atuado como uma instituição agente de transformação social, promovendo mudanças culturais e comportamentais na prevenção da violência doméstica e familiar. Desde março de 2025, o Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar tem reunido homens moradores da cidade para discutir, refletir e assumir responsabilidades sobre suas atitudes, contribuindo para a construção de relações mais saudáveis com suas companheiras e respectivas famílias.

Carlos Lazaretti, 25 anos, decidiu participar de forma voluntária. “O que me levou a participar do grupo? Inicialmente, foi um conselho do meu psicólogo e também porque um colega do trabalho já participava e dizia que era muito bom. Então pensei: ‘Por que não aprender mais?’”, relatou.

Para ele, a experiência tem sido transformadora. “Aprendi a respeitar a mulher, a dialogar e a perceber que violência não é apenas física. Antes, eu não sabia que agressões verbais e outras atitudes também configuram violência contra a mulher. O grupo nos dá conhecimento e sensibilidade que não se aprende na escola”, explicou.

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Os encontros acontecem às sextas-feiras, das 17h às 19h, e somam oito reuniões em cada ciclo. Durante esse período, os participantes são estimulados a refletir sobre violência doméstica e familiar, padrões de masculinidade e normas socioculturais, manejo e autorregulação emocional, responsabilização pelos atos praticados, fortalecimento de vínculos familiares saudáveis, resolução de conflitos sem uso da violência e construção de um projeto de vida que incorpore mudanças comportamentais. Alguns homens permanecem por períodos mais longos ou continuam participando voluntariamente após cumprirem a determinação judicial.

Glauber Robertson Amorim Corrido, 43 anos, que já participou de sete encontros, reforça a importância do trabalho.

“No início foi difícil, mas com o tempo aprendemos a verdade sobre a violência. O grupo me ajudou a respeitar não só a mulher, mas o ser humano em geral. Mudou minha vida familiar e profissional. Até hoje converso com minha esposa sobre o que aprendi”, afirmou.

A equipe técnica, composta pela assistente social Genezi Córdoba e pela psicóloga Jeiziane Mendonça, desenvolve suas atividades com base em uma metodologia que se inicia por meio de entrevistas individuais.

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Conforme destacado pela equipe, o atendimento individual inicial é fundamental para compreender a realidade de cada participante e subsidiar intervenções mais assertivas, contribuindo para a redução da reincidência.

A aplicação dessa metodologia tem apresentado resultados positivos, evidenciados pelo baixo índice de reincidência entre os participantes acompanhados.

Grupos reflexivos

Em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça mantém atualmente 24 Grupos Reflexivos, coordenados pela Cemulher-MT (Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso), que desenvolve uma política institucional que integra e fortalece a prevenção à violência doméstica e familiar em todo o estado. A iniciativa demonstra que, com diálogo, educação e reflexão, é possível transformar comportamentos e construir relações mais respeitosas e saudáveis.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Esmagis-MT: inscreva-se para curso sobre direitos das pessoas com deficiência e papel do Judiciário

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) está com inscrições abertas para o curso “A Proteção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e o Papel do Judiciário”, voltado a magistrados(as) e assessores(as) do Poder Judiciário estadual. A formação integra as ações estratégicas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no cumprimento da Portaria n. 471/2025 do Conselho Nacional de Justiça, que regulamenta o Prêmio CNJ de Qualidade (2026-2027).

Na modalidade de ensino a distância (EAD), o curso é credenciado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), por meio da Portaria n. 7/2025, e válido para fins de vitaliciamento e promoção na carreira da magistratura. As aulas ocorrem de 8 a 28 de junho, com carga horária de 30 horas-aula. Ao todo, foram disponibilizadas 40 vagas.

Segundo o coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis, juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, a proposta da capacitação é ampliar o conhecimento e promover uma mudança de paradigma na atuação judicial, diante dos desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência. O objetivo, explica o magistrado, é capacitar operadores do Direito para garantir a efetividade da Lei Brasileira de Inclusão (Lei n. 13.146/2015) e da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, superando lacunas entre a legislação e sua aplicação prática.

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Conforme o magistrado, a formação busca consolidar o papel do Judiciário como agente garantidor da cidadania, a partir da compreensão da deficiência não como limitação individual, mas como uma responsabilidade de adaptação social e estatal.

A formação aborda temas como modelos de compreensão da deficiência e sua aplicação no Brasil; princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; direitos sociais e inclusão; aplicação prática e estudo de casos; e atuação do Judiciário na promoção da participação social plena.

Tutoria

A tutoria ficará a cargo da juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, titular da Nona Vara Criminal de Cuiabá e integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão e da Comissão de Heteroidentificação do Tribunal de Justiça do Estado.

A formadora possui pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade de Cuiabá e em Jurisdição Civil pela Universidade Candido Mendes, além de MBA em Gestão do Poder Judiciário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ). Também integrou o módulo avançado da Escola de Altos Estudos e Ciências Criminais (IBAJ-SP). Com destacada atuação institucional, é integrante do FONTET e do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Mato Grosso. Atua ainda como gestora local do Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial.

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As inscrições seguem abertas até o dia 4 de junho.

Clique neste link para se inscrever.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 e 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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