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Capacitação sobre Marco Legal do Saneamento mobiliza gestores em Cuiabá

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Cuiabá se tornou nesta semana o centro das discussões sobre o futuro do saneamento básico em Mato Grosso. Gestores municipais, técnicos e representantes de órgãos reguladores de todo o estado encerram nesta sexta-feira (13), na capital, o Curso sobre a Implementação do Marco Legal do Saneamento, promovido pelo Ministério das Cidades e pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A capacitação reúne municípios para orientar sobre as exigências da legislação e ampliar o acesso a recursos federais destinados a investimentos em abastecimento de água, esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos.

O evento reúne representantes de diversas cidades do estado para discutir caminhos rumo à universalização do saneamento até 2033, meta prevista pela legislação federal. No caso de Mato Grosso, o desafio é significativo: dos 141 municípios, cerca de 100 ainda não possuem regulação estruturada para o saneamento, o que limita o acesso a financiamentos e dificulta a expansão dos serviços.

Nesse cenário, Cuiabá surge como referência no estado, especialmente pela atuação da agência reguladora municipal.

Representando o presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Cuiabá Regula), Alexandre César Lucas, o diretor Hemerson de Souza Leite destacou que a capital mato-grossense tem obtido reconhecimento nacional pela qualidade de sua regulação.

Segundo ele, a agência integra atualmente a chamada “lista positiva” da ANA, que reúne instituições que cumprem integralmente o cronograma de elaboração das normas regulatórias exigidas pelo novo marco do saneamento. “A Cuiabá Regula é uma das três únicas agências do estado que aparecem nessa lista. Isso significa que estamos cumprindo rigorosamente todos os prazos e parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Águas. Esse trabalho é fundamental para garantir a expansão e a melhoria dos serviços de saneamento em Cuiabá”, afirmou Hemerson.

Ele ressaltou ainda que a agência mantém desde sua criação um acompanhamento sistemático das normas e prazos definidos pela ANA, o que posiciona a capital como referência regulatória no cenário estadual.

Saneamento e acesso a recursos

A capacitação busca justamente orientar prefeitos e gestores sobre os passos necessários para avançar no setor. Entre os principais temas abordados estão captação de recursos federais, estruturação de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), além do cumprimento das metas estabelecidas pela Lei nº 14.026/2020.

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Para a engenheira civil Lígia Maria Nascimento de Araújo, especialista em regulação da ANA, a criação de normas de referência para o saneamento é uma das principais mudanças trazidas pelo novo marco legal.

Desde 2021, a agência já publicou 15 normas regulatórias, que tratam de aspectos técnicos e econômicos da prestação dos serviços de água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana. “O principal desafio hoje é que os municípios instituam entidades reguladoras ou deleguem essa função a agências que tenham bom desempenho. Sem regulação estruturada, fica muito difícil acessar recursos e avançar na universalização do saneamento”, explicou.

Segundo ela, a ANA também investe em capacitação permanente para apoiar gestores municipais. O curso realizado em Cuiabá faz parte de uma série de encontros realizados em diferentes estados brasileiros.

Investimentos e metas nacionais

A coordenadora do Marco Legal do Saneamento no Ministério das Cidades, Patrícia Valéria Vaz Areal, explicou que o governo federal atua em três frentes principais: elaboração de políticas públicas, financiamento de projetos e apoio técnico a estados e municípios.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 86% de cobertura de abastecimento de água e 68% de coleta de esgoto. A meta da legislação é chegar, até 2033, a 99% de acesso à água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto.

Segundo ela, desde a aprovação do novo marco legal houve um aumento expressivo de investimentos no setor, com mais de R$ 170 bilhões em concessões e parcerias público-privadas. “O desafio ainda é grande, mas os estados e municípios estão avançando. Eventos como este são fundamentais para transformar a legislação em ações concretas que melhorem a vida da população”, afirmou.

Impacto na saúde e qualidade de vida

Especialistas destacam que o saneamento vai muito além da infraestrutura. A representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-MT), Ildisneya Velasco, ressaltou que o investimento na área reflete diretamente na saúde pública e na economia. “As metas do novo marco são claras: garantir água para 99% da população e esgoto tratado para 90% até 2033. Mas isso não envolve apenas construir redes; é preciso planejamento, regulação e participação da população para que os sistemas funcionem de forma eficiente”, explicou.

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Segundo ela, Cuiabá se destaca nacionalmente entre as cidades que mais investem em saneamento por habitante, tendo como desafio atual ampliar a eficiência das redes já implantadas e estimular a conexão dos imóveis ao sistema.

Gestores do interior de Mato Grosso também participaram da capacitação para compartilhar desafios e buscar soluções.

A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Alta Floresta, Gercilene Meira Leite, afirmou que muitos municípios ainda enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para avançar no setor. “O saneamento exige investimentos altos e nem sempre os municípios têm condições de arcar sozinhos. Por isso, essa aproximação com o governo federal é fundamental para viabilizar projetos e resolver problemas históricos”, destacou.

Já o prefeito de Campos de Júlio, Irineu Marcos Parmeggiani, ressaltou que o acesso à informação é essencial para que os gestores consigam cumprir as exigências da legislação. “O prazo para adequação é 2033 e o tempo passa rápido. Sem planejamento e conhecimento técnico, os municípios podem perder acesso a recursos importantes”, afirmou.

O curso, realizado em dois dias, reúne palestras técnicas, debates e apresentações de casos práticos para orientar gestores públicos. No primeiro dia, os participantes discutiram as regras do novo marco legal, as normas de referência da ANA e as condicionantes para acesso a recursos federais.

Nesta sexta-feira (13), a programação se volta para soluções práticas de gestão, com debates sobre metas de universalização, financiamento do saneamento, regionalização dos serviços e políticas de resíduos sólidos.

Entre os destaques está a apresentação da estratégia “Interligue Já”, voltada a ampliar a eficiência do sistema de esgotamento sanitário em Cuiabá, além de painéis sobre sustentabilidade econômica dos contratos, regionalização e alternativas de tratamento de esgoto para municípios menores.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá supera 31,5 mil atendimentos odontológicos em crianças e reforça cuidado desde os primeiros anos

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Adjunta de Saúde Bucal, contabilizou 31.590 atendimentos de crianças de 0 a 11 anos entre janeiro e setembro de 2026. O levantamento reúne os registros da rede municipal e mostra a forte procura pelos serviços odontológicos destinados ao público infantil.

Os atendimentos incluem a assistência odontológica oferecida na rede municipal, com ações de avaliação, prevenção, orientação de higiene bucal, limpeza, aplicação de flúor e tratamentos odontológicos, além dos procedimentos realizados de acordo com a necessidade de cada criança.

A estrutura envolve atendimento nas 72 equipes de Saúde Bucal da Atenção Primária, seis Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), quatro UPAs, Centro Médico Infantil (CMI) e Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, o volume registrado reforça a importância de manter o atendimento odontológico acessível às crianças em diferentes pontos da rede.

“A saúde bucal faz parte do cuidado integral com a criança e precisa ser acompanhada desde os primeiros anos de vida. Esses mais de 31 mil atendimentos mostram que estamos garantindo acesso aos serviços e ampliando a oportunidade de prevenção, diagnóstico e tratamento. Nosso objetivo é que a criança tenha acompanhamento adequado e que a família encontre na rede municipal o atendimento de que precisa.”, destacou a secretária municipal de Saúde

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Entre todas as faixas etárias analisadas, as crianças de 6 anos aparecem na liderança, com 4.039 atendimentos entre janeiro e setembro. Em seguida estão as de 7 anos, com 4.020 registros, e as de 8 anos, com 3.962.

A procura começa ainda nos primeiros anos de vida. Foram registrados 1.158 atendimentos de crianças de 0 ano, 1.186 de 1 ano, 1.225 de 2 anos e 1.547 de 3 anos.

Para a secretária adjunta de Saúde Bucal, Cristhiane Leite, o acompanhamento desde a infância é fundamental para prevenir problemas e criar hábitos que acompanhem a criança ao longo da vida.

“O cuidado com a saúde bucal precisa começar desde os primeiros anos de vida. A criança que tem acesso ao acompanhamento odontológico consegue desenvolver hábitos de higiene, receber orientações de prevenção e identificar precocemente problemas que, se não tratados, podem comprometer sua saúde. Nossa rede está estruturada para oferecer esse atendimento e garantir que as famílias tenham acesso ao serviço dentro do município.”, afirmou Cristhiane Leite.

O levantamento aponta agosto como o mês com maior número de registros, com 4.103 atendimentos, seguido por setembro, que contabilizou 4.036.

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Ao longo do período, foram registrados 2.758 atendimentos em janeiro, 3.073 em fevereiro, 3.675 em março, 3.622 em abril, 3.564 em maio, 3.443 em junho, 3.316 em julho, 4.103 em agosto e 4.036 em setembro, totalizando 31.590 atendimentos de crianças de 0 a 11 anos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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