A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande realizaram, nesta terça-feira (24.2), reunião com representantes dos assentamentos Sadia I, Sadia III e Dorcelina Fulador para discutir a regularização ambiental dessas comunidades no Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar – Assentamento).
Localizadas nas proximidades do Rio Cuiabá, os três assentamentos abrigam mais de 300 lotes, conforme dados repassados pelo Incra. O presidente da Associação Nossa Senhora Aparecida (Sadia I), Paulo César da Silva, destacou que a comunidade aguarda há mais de duas décadas a regularização ambiental de suas propriedades.
“Estamos confiantes que vamos conseguir de uma vez por todas a regularização das nossas propriedades, principalmente em relação à reserva legal. Isso é o que toda a comunidade rural, principalmente a agricultura familiar, esperava. A comunidade já tem 23 anos e convive desde o início com esse problema. Felizmente a nossa reserva ainda está preservada, mas precisamos buscar projetos ambientais de forma remunerada”, afirmou.
Segundo a secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, durante a reunião foi formado um grupo de trabalho que irá atuar para viabilizar a elaboração e formalização de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre todas as instituições envolvidas com definição de responsabilidades e prazos para execução do projeto de regularização ambiental dos três assentamentos.
Ela adiantou que o município de Várzea Grande deve formalizar parceria com o Incra para ter acesso ao sistema do órgão fundiário. O programa REM também vai analisar a possibilidade de destinar recursos para pagamento do profissional credenciado pelo Incra para inclusão das informações dos três assentamentos no Simcar Assentamento.
“Importante frisar que a as informações dos projetos de assentamentos no Simcar devem ser cadastradas exclusivamente pelo profissional cadastrado pelo órgão fundiário. Somente após a inclusão dessas informações e documentos é que Sema poderá efetuar a análise ambiental do assentamento como um todo e após a aprovação a emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do lote individual será automática pelo sistema”, explicou a secretária-adjunta.
Com a aprovação do CAR por lote, o imóvel rural que tiver passivo ambiental, seja de área de reserva legal ou de área de preservação permanente, deverá assinar o termo de compromisso com o órgão ambiental para recuperação de área degradada em déficit.
A promotora de Justiça que atua na área ambiental em Várzea Grande, Michelle Vilela, ressaltou a importância da reunião e a preocupação do governo do estado em unir o social e o ambiental. Assegurou que o Ministério Público vai participar ativamente do projeto e contribuirá para que a regularização ambiental das três comunidades seja efetivada na maior brevidade possível. Também participaram da reunião representantes de projetos de assentamentos localizados em Juara. Eles vieram em busca de informações sobre o funcionamento do Simcar Assentamento e se comprometeram em buscar o apoio das instituições locais para realização de projeto semelhante ao que será desenvolvido em Várzea Grande.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e a Energisa Mato Grosso alinharam estratégias conjuntas voltadas à prevenção e ao combate a incêndios florestais durante o período de estiagem, quando cresce significativamente o risco de ocorrência desse tipo de evento no Estado.
A articulação ocorreu durante visita institucional realizada por militares do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) à sede da concessionária de energia na última semana. No local, os militares conheceram a estrutura do Centro de Operações da Energisa, responsável pelo planejamento, monitoramento e resposta a ocorrências que possam impactar o fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso.
O encontro também promoveu a troca de informações técnicas entre as equipes, com foco no fortalecimento da comunicação e no compartilhamento de dados estratégicos. Entre os temas abordados estiveram o cronograma de ações preventivas, a proteção de redes elétricas em áreas de maior vulnerabilidade ao fogo, o uso de bases georreferenciadas no planejamento operacional e a atuação integrada entre o setor público e a iniciativa privada em situações de emergência ambiental.
De acordo com o comandante do BEA, tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, essa cooperação amplia a capacidade de resposta e fortalece as ações preventivas em campo. “Quando integramos informações, tecnologias e planejamento entre as instituições, conseguimos antecipar cenários de risco e agir com mais precisão. Essa parceria com a Energisa é fundamental para reduzir impactos e garantir maior segurança durante o período de seca em Mato Grosso”, destacou.
O presidente da Energisa Mato Grosso, Marcelo Vinhaes, também afirmou que a parceria torna as ações mais eficientes e coordenadas. “A parceria entre a Energisa Mato Grosso e o Corpo de Bombeiros é essencial para fortalecer nosso Plano de Combate a Incêndios, unindo prevenção, agilidade e segurança na proteção da vida, do meio ambiente e da continuidade do fornecimento de energia elétrica”, explicou.
Já o coordenador do Centro de Operações da Energisa Mato Grosso, Murilo Castilho, destacou a importância da cooperação entre as instituições para enfrentar o período de condições climáticas adversas.
“Essa parceria vem ao encontro dos objetivos da Energisa, que são identificar os pontos críticos de queimadas no Estado para maximizar os ganhos de manutenção nessas regiões. Essa união vai garantir maior efetividade e agilidade para enfrentar os períodos de contingência climática que podem ocorrer com a chegada do El Niño”, concluiu.
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