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Semsep recomenda que proprietários de ciclomotores elétricos regularizem os veículos

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Possui um veículo ciclomotor elétrico e não sabe como proceder para regularizar? O coordenador da Guarda Municipal de Trânsito (GMT), Márcio Pires, explica que tudo inicia com a emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV) para os casos em que veículo não esteja cadastrado na Base de Índice Nacional (BIN). Conforme Pires, o CSV pode ser obtido através de vistorias em empresas credenciadas ao Inmetro/Detran, as Empresas Credenciadas de Vistoria (ECVs) e finalizado no DETRAN local. “O ideal é que o proprietário procure o Detran para saber quais são as empresas cadastradas na região”, salienta.

O segundo passo é apresentar no Detran o CSV, a nota fiscal e os documentos pessoais. É a partir disso que o Detran emite a autorização para marcação do chassi e posterior gravação do mesmo, só a partir disso é aberto o processo de emplacamento. “Somente após esses passos é que o veículo estará regularizado para a circulação”, frisa o coordenador.

Segurança em cena

E depois de regularizado todo cuidado é pouco com a segurança. Para veículos elétricos acima de 1.000 watts que atingem mais de 32 km/h, tanto a carteira nacional de habilitação (CNH) quanto o emplacamento são itens obrigatórios, bem como o uso do capacete de segurança. “Esses são itens obrigatórios desde 1.º de janeiro de 2026”, detalha. Essa é uma das orientações da Resolução 966/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a normativa que rege a circulação desses veículos. Também é responsabilidade do proprietário impedir que menores de idade e pessoas não habilitadas tenham acesso ao veículo.

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Vale sempre lembrar que dentre as normas estabelecidas pela Resolução 966/2023 para conduzir um ciclomotor o condutor precisa ou ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria A, ou permissão específica para esse tipo de veículo (ACC). Já condutores de bicicletas normais e elétricas, skates e patinetes não necessitam de qualquer tipo de documentação – o que não podem deixar de portar de forma alguma, é o capacete, principal item de segurança.

Conforme o coordenador, os ciclomotores, por ser veículos pequenos, acabam sendo uma opção para os pais que buscam um veículo para que os filhos possam se locomover por conta própria. Contudo, por outro lado, esses veículos oferecem riscos quando passam a disputar espaço no trânsito com automóveis e motocicletas. “Por isso estamos reforçando a campanha em relação à segurança: é essencial que os pais instruam os filhos a fazer uso de itens como o capacete”, diz.

Confira quais são as exigências trazidas pela Resolução 966/2023 para regulamentar o uso de veículos ciclomotores:

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Habilitação categoria A ou ACC

Espelhos retrovisores de ambos os lados;

Farol dianteiro e cor branca ou amarela;

Lanterna de cor vermelha na parte traseira;

Velocímetro;

Buzina;

Pneus em condições de segurança;

Dispositivo destinado ao controle de ruído do motor;

Uso de capacete de segurança e vestuário de proteção.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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