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Visita institucional à Ouvidoria do STJ permite compartilhamento de boas práticas

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A foto mostra dois homens de terno escuro posando em um gabinete com paredes de madeira. Ao fundo há estantes com medalhas e homenagens, um quadro artístico e um sofá preto sobre tapete persa, em ambiente formal.O ministro-ouvidor Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), recepcionou o ouvidor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, em visita institucional, realizada em Brasília, na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026.
Na agenda, foram apresentados a estrutura organizacional, os fluxos internos de tramitação das manifestações e os mecanismos de monitoramento adotados pela Ouvidoria do STJ, consolidada como instrumento de diálogo entre o Judiciário e a sociedade. Em 2025, o órgão recebeu 5.289 manifestações, das quais 5.274 foram encerradas, com tempo médio de resposta de cinco dias — indicador que evidencia eficiência administrativa e compromisso com a transparência e a resolutividade.
Durante o encontro, foram debatidas boas práticas de gestão, padronização de procedimentos, tratamento de demandas sensíveis e estratégias para ampliação da participação social. O momento também permitiu o compartilhamento de experiências e resultados do projeto Ouvidoria Cidadã, iniciativa da Ouvidoria-Geral do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à interiorização dos serviços e à aproximação direta com a população. Em 2025, o projeto esteve presente nas comarcas de Rondonópolis, Jaciara, Primavera do Leste e Barra do Garças, fortalecendo o diálogo com magistrados, servidores, advogados, gestores públicos e representantes da sociedade civil.
https://cms-midia.tjmt.jus.br/dsaportaltjmt/biblioteca-midia/02ae0000-0aa4-0a58-0cc2-08de6a7ecbba/02ae0000-0aa4-0a58-0eed-08de6a7ecbba.webpNa avaliação institucional a atuação das Ouvidorias vai além do recebimento de manifestações, constituindo-se em instrumento estratégico de gestão e aperfeiçoamento institucional. “As Ouvidorias exercem papel fundamental na consolidação da transparência, da escuta qualificada e da melhoria contínua dos serviços prestados pelo Judiciário. A troca de experiências com o STJ fortalece nosso compromisso com a modernização e com a ampliação do acesso do cidadão aos canais institucionais”, afirmou o des. Rodrigo Curvo.
A visita reafirma o compromisso da Ouvidoria-Geral do Poder Judiciário de Mato Grosso com o aperfeiçoamento permanente de suas práticas e com a construção de uma atuação cada vez mais eficiente, transparente e próxima da sociedade.
Participaram da agenda institucional o juiz auxiliar da Ouvidoria do TJMT, Bruno D’Oliveira Marques, e a ouvidora auxiliar do STJ, Valéria Ferraz Guimarães.

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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