Tribunal de Justiça de MT

Equipe do Laboratório de Inovação apresenta estrutura e disponibiliza serviços aos novos juízes

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Foto horizontal em plano aberto que mostra vários juízes e juízas sentados em carteiras numa sala de aula. em pé, falando ao microfone, está a juíza Joseane Antunes, coordenadora do laboratório de inovação do TJMT. Os 35 novos juízes e novas juízas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) conheceram um pouco do que o Laboratório de Inovação – InovaJusMT pode oferecer a eles em termos de serviços e parcerias para desenvolvimento de soluções voltadas ao serviço judiciário, durante o Curso Oficial de Formação Inicial (COFI), nesta terça-feira (10), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).

A juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes e sua equipe apresentaram a história, a função e os serviços oferecidos pelo Laboratório de Inovação do Judiciário mato-grossense, destacando que inovações reconhecidas nacionalmente, como a ferramenta de inteligência artificial LexIA e o Banco de Recuperações Judiciais – RecuperaJud, dentre outras iniciativas, foram desenvolvidas com suporte do setor.

Foto horizontal em plano aberto que mostra a sala de aula da Escola da Magistratura com juízes sentados e. À frente, em pé, estão: o juiz Vinicius Paiva falando ao microfone, a juíza Joseane Antunes e o servidor Thomas Caetano.“São ideias simples – que a gente depende de toda a infraestrutura do Tribunal, da equipe de TI, da Corregedoria e de tantos outros atores que nos ajudam a desenvolver, como magistrados e servidores -, mas que resolvem problemas que, muitas vezes, são invisíveis aos olhos de quem está fora. O mais importante é que temos certeza de que estão impactando na jurisdição”, disse a magistrada.

Na oportunidade, a juíza Joseane ressaltou valores como empatia, criatividade, colaboração e ética como norteadores das ações do InovaJusMT, que, conforme ela explicou, “é um espaço onde ideias se transformam em soluções para aproximar o Judiciário da sociedade”, por meio da escuta, tanto de quem faz parte do Judiciário quanto de seus usuários, e da revisão e melhoria de processos de trabalho. Um exemplo é o esforço para disseminação da linguagem simples, por meio de cursos, manuais e da série de vídeos “Entenda sua Audiência”.

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Foto horizontal da juíza Joseane Antunes, coordenadora do laboratório de inovação do TJMT, falando ao microfone, em uma sala de aula da Escola da Magistratura. Ela é uma mulher branca, de olhos e cabelos pretos, usando blazer roxo.A coordenadora do InovaJusMT também convidou os novos magistrados a se juntarem às mais de 1.500 pessoas capacitadas e mais de 76 laboratoristas formados pelo InovaJusMT. “O Laboratório de Inovação é um lugar de colaboração de forma horizontal, com práticas inovadoras, oficinas de design thinking para resolução de problemas complexos. A ideia é simplificar e tornar mais eficiente o serviço público. Quem trabalha no Poder Judiciário, tanto magistrados quanto servidores, têm o apoio do laboratório para desenvolver e resolver esses problemas”, enfatizou.

Foto horizontal do juiz Vinícius Paiva Galhardo durante entrevista à TV Justiça. Ele é um homem branco, de olhos, cabelos e barba castanhos, usando camisa azul clara, gravata amarela e terno cinza. Colaborador do InovaJusMT, o juiz Vinicius Paiva Galhardo compartilhou com os novos colegas sua experiência junto ao espaço de experimentação. “Eu também tenho pouco tempo de magistratura e quando a gente ingressa e escuta essas ideias, fica parecendo que é algo muito abstrato. A gente pensa: ‘vai resolver o quê?’ Mas resolve muito! Eu costumo falar que são os problemas mais simples que mais impactam. […] De onde surgem as ideias inovadoras? Da gente. Então, eu tenho aprendido que o laboratório é um lugar de coisas simples e são as coisas simples que resolvem problemas reais”, disse.

Antes de tomar posse como juíza, Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa era analista judiciária no TJMT e já conhecia a importância do Laboratório de Inovação, mas destaca sua nova perspectiva no exercício da magistratura. “Na assessoria, já percebia essa grande evolução que o laboratório vem trazendo. Hoje, como magistrada, percebo como pequenas coisas que eles estão atualizando, por exemplo o RecuperaJud, fazem efeito na judicatura”, disse.

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Foto horizontal em plano fechado do juiz Victor Hugo Sousa Santos sorrindo para a foto, no pátio da Escola da Magistratura. ele é um homem jovem, branco, de cabelos, barba e olhos castanhos, usando camisa branca, gravata azul clara e terno azul marinho.A magistrada também elogiou a qualidade da equipe do InovaJusMT. “É um time muito competente. A gente conta as nossas dificuldades e eles fazem questão de ouvir, assimilar e tentar resolver esse problema. Isso é muito importante para a prestação jurisdicional”, comenta.

O juiz Victor Hugo Sousa Santos, designado para a comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade, se mostrou satisfeito em saber que pode contar com um laboratório de inovação para apoiar seu trabalho. “Eu acho muito positivo porque o trabalho de inovação depende muito de quem cuida do negócio, quem cuida da área fim, que é o magistrado, que tem a visão de quais são os problemas, quais são os pontos de dor. E ao trazer-nos para juntos criarmos soluções através de departamentos como esse, tenho certeza que o resultado será muito positivo para o Tribunal e para todo jurisdicionado”.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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