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Mixto estreia na 1ª divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino após fomento do Governo de MT

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O Mixto Esporte Clube estreia no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino da Série A1, no estádio Dutrinha, em Cuiabá, na próxima quinta-feira (12.2), às 20h, jogando contra o Flamengo. Para chegar à primeira divisão da competição nacional, o time contou com o apoio financeiro da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio do Programa Mato Grosso Série A.

“É uma alegria ver o Mixto feminino estrear na primeira divisão do Campeonato Brasileiro! O Governo de Mato Grosso tem orgulho de apoiar essa conquista, que representa o fortalecimento do futebol feminino no Estado”, celebra o secretário da Secel, David Moura.

A participação das Tigresas na principal divisão da categoria foi confirmada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após desistências de Fortaleza e Real Brasília. De acordo com a entidade brasileira, o desempenho da equipe na segunda divisão foi determinante para o preenchimento da vaga. Na temporada passada, o time mato-grossense encerrou a Série A2 em sexto lugar.

Para o momento histórico na elite do futebol nacional, o alvinegro montou uma equipe robusta de 24 atletas, comandadas pelo técnico Adilson Galdino. O elenco diversificado inclui “crias” do Mixto, como Karol Alves, e remanescentes, como as jogadoras Scarlett, Lorena e Jersia, que defenderam o time em 2025.

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Entre os reforços, estão a goleira Thaís Helena, atleta com passagem pela Seleção Brasileira e com títulos da Libertadores e do Brasileirão A2, além da meia paraguaia Fany Gauto e da jovem promessa, a atacante Isa Rangel.

Os ingressos para estreia das Tigresas no Brasileirão Feminino A1 estão sendo vendidos nesta terça-feira (10) e quarta-feira (11), das 8h às 12h e das 13h às 17h, nas bilheterias do Estádio Dutrinha. Já na quinta-feira (12), dia do jogo, as vendas ocorrem a partir das 9h.

Os valores são de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Crianças de até 12 anos têm entrada gratuita.

Fomento do Governo de Mato Grosso

O apoio financeiro da Secel ao time feminino do Mixto é viabilizado desde 2022, na disputa da série A3. Com o título do Campeonato Brasileiro em 2023, a equipe competiu na série A2 em 2024 e 2025, subindo de R$ 1,5 milhão para R$ 2 milhões o valor do fomento estadual em cada ano.

Em 2026, o clube tem direito ao patrocínio de R$ 3,5 milhões por competir na série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, conforme decreto 1418/22, regulamentado pelo Governo de Mato Grosso, com base na Lei 11.550/21, que dispõe sobre o Programa Mato Grosso Série A.

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“É um programa que garante condições financeiras às equipes para se manterem e, se tudo der certo, subirem nas séries do Campeonato Brasileiro. Isso fortalece toda a rede de futebol profissional em Mato Grosso”, explica David Moura.

De 2021 a 2025, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 36 milhões no Programa, beneficiando as equipes masculinas do Cuiabá, CEOV, Ação, Mixto, Luverdense e União, e as femininas do Mixto, Ação e Várzea Grande (antigo Operário FC).

Além de incentivar a maior profissionalização das equipes de futebol mato-grossense, o Programa busca difundir as potencialidades de Mato Grosso junto ao público e aos canais de mídia.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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