Em poucas horas após um homicídio qualificado ocorrido no domingo (8.2), na zona rural do município de Matupá, a Polícia Civil identificou e prendeu o autor, de 53 anos, que foi autuado em flagrante delito.
A prisão foi realizada pelos policiais civis do Núcleo de Investigação de Homicídios, da Delegacia de Matupá, durante diligências para apurar o crime.
O homicídio
Na tarde de domingo (8), a Polícia Civil foi acionada para atender uma ocorrência na área rural, nas proximidades de um garimpo. A vítima, de 27 anos, foi assassinada a tiros dentro de um bar na Comunidade Flor da Serra.
A equipe do Núcleo de Investigação de Homicídios foi até o local, onde de imediato iniciou os trabalhos investigativos.
Apesar de o crime ter ocorrido em um bar com diversas pessoas presentes, a maioria dos frequentadores negou ter visto ou ouvido qualquer coisa, em razão do acentuado temor em relação ao suspeito, recusando-se a colaborar por medo de represálias.
Mesmo diante do cenário de silêncio imposto pelo medo, os investigadores mantiveram as diligências conseguindo apurar que a vítima chegou ao bar pouco antes das 11 horas, sendo que o suspeito já se encontrava no bar, saindo e retornando por diversas vezes ao longo do dia.
Conforme apurado, ocorreu uma discussão entre ele e a vítima, motivada por ciúmes, estando ambos embriagados. Quando por volta das 15 horas, o suspeito saiu em sua motocicleta, apresentando dificuldade de manobra e visível estado de embriaguez.
Passado certa de 10 minutos, o autor do homicídio retornou ao estabelecimento e efetuou nove disparos de arma de fogo contra a vítima. Logo em seguida o suspeito fugiu.
Investigação
Durante diligências os policiais civis identificaram um garimpo nas proximidades do bar, onde o suspeito poderia estar escondido.
Foi feita uma varredura pela região, e depois de diversas tentativas de buscas conseguiram localizar uma residência. Ao se aproximar do imóvel, o suspeito colocou parte do corpo para fora da casa, retornando rapidamente ao interior do imóvel.
Na sequência, foi solicitada a identificação do homem, que forneceu um nome falso. No entanto, a Polícia Civil já havia analisado imagens e identificado o indivíduo.
Questionado sobre o crime, o suspeito disse que quem teria perdido era a vítima e não ele, resposta que demonstrou ciência e referência direta ao homicídio em apuração.
De acordo com o delegado de Matupá, Emerson Marques Lima, perguntado sobre a arma usada no crime, o suspeito afirmou que tinha dispensado o armamento em um córrego.
“No entanto, no interior da casa foi apreendida a arma de fogo usada no crime, sendo uma pistola calibre 380 com um carregador municiado com 15 munições, além de dois carregadores adicionais, sendo um vazio e outro contendo 13 munições intactas”, destacou o delegado.
Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Matupá junto com o material apreendido; foi atuado em flagrante por homicídio qualificado. Após a confecção dos autos, o preso foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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