Tribunal de Justiça de MT

Como funciona a Justiça e onde buscar atendimento para cada tipo de caso

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Entender como funciona a Justiça em Mato Grosso ajuda o cidadão a buscar o órgão correto e a resolver sua demanda com mais agilidade. No âmbito estadual, a atuação está concentrada na Primeira e na Segunda instâncias do Poder Judiciário. Há também os tribunais especializados que funcionam no próprio estado: o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Regional do Trabalho.

A Justiça Estadual é a principal porta de entrada do cidadão no Judiciário. Em Mato Grosso, ela está organizada em 79 comarcas, distribuídas por todo o território mato-grossense, o que garante que a população tenha acesso à Justiça mesmo longe da capital.

Na primeira instância, o atendimento ocorre nas comarcas, onde atuam os juízes de direito. É nesse nível que começa a maioria dos processos judiciais. São julgadas questões do cotidiano, como ações de família (divórcio, pensão alimentícia, guarda), direito do consumidor, cobranças, contratos, sucessões, infância e juventude, além de crimes que não sejam de competência de outro ramo especializado.

Quando uma das partes não concorda com a decisão do juiz de primeiro grau, pode apresentar recurso. Nesse caso, o processo segue para a segunda instância, onde passa a ser analisado por desembargadores no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. As decisões deixam de ser individuais e passam a ser colegiadas, ou seja, tomadas por um grupo de magistrados, garantindo maior uniformidade e segurança jurídica.

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Além de julgar recursos, o Tribunal de Justiça também analisa alguns processos que começam diretamente na segunda instância, conforme previsão legal.

Justiça Eleitoral: eleições e direitos políticos

A Justiça Eleitoral atua exclusivamente em matérias ligadas ao processo eleitoral. Em Mato Grosso, ela é responsável por organizar eleições, manter o cadastro de eleitores, fiscalizar partidos políticos, campanhas e julgar ações eleitorais.

Os processos eleitorais, em regra, começam na primeira instância, nas zonas eleitorais, conduzidas por juízes de direito da Justiça Estadual que exercem função eleitoral por período determinado. Os recursos e algumas ações específicas são julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, que funciona como segunda instância eleitoral no estado.

Esse Tribunal é composto por magistrados da Justiça Estadual, da Justiça Federal e por juristas, o que garante uma atuação integrada e especializada no cuidado com o processo democrático.

Justiça do Trabalho: conflitos nas relações de emprego

A Justiça do Trabalho julga conflitos entre empregados e empregadores. Questões como salários, horas extras, verbas rescisórias, reconhecimento de vínculo empregatício e condições de trabalho são tratadas nesse ramo.

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As ações começam nas Varas do Trabalho, espalhadas pelo estado. Em grau de recurso, os processos são analisados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, que tem jurisdição sobre Mato Grosso e atua como segunda instância trabalhista.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

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Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

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O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

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Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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