A Polícia Civil ajudou, nessa sexta-feira (29.1), uma mulher, de 60 anos, a recuperar um Pix de R$ 4.5 mil que havia feito por engano para uma pessoa desconhecida.
A vítima é de Barra do Garças e procurou a Central de Flagrantes da cidade para pedir ajuda logo após realizar a transferência equivocada. Ela relatou que percebeu o erro rapidamente e tentou, por diversas vezes, entrar em contato com o destinatário do valor, mas não estava conseguindo retorno por meio de ligações ou mensagens.
Diante da situação, a equipe de investigação plantonista da Polícia Civil investigou e conseguiu contato com a pessoa que havia recebido o valor pelo número funcional da delegacia.
Durante a conversa, os policiais informaram sobre o envio indevido do Pix e orientaram quanto à necessidade de devolução imediata do valor, esclarecendo que a retenção poderia caracterizar crime de apropriação indébita.
Poucos minutos depois, o destinatário respondeu, informou que verificaria a conta bancária e, em seguida, procedeu ao estorno do valor. Após a devolução, a vítima retornou à unidade policial e informou que o valor já havia sido devidamente creditado em sua conta, agradecendo a atuação da Polícia Civil.
“Em casos de transferências via Pix realizadas por engano, a devolução ou estorno do valor deve ser feita de forma imediata e diretamente à conta de origem da transferência, não sendo recomendado o repasse a terceiros, a fim de evitar implicações legais”, orientou o delegado Joaquim Leitão Junior.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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