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Polícia Civil apreende 7 adolescentes envolvidos na execução de duas pessoas em Juína

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Oito pessoas, entre elas sete adolescentes, foram presas em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (29.1), em Juína, por envolvimento em dois homicídios ocorridos no município.

As vítimas foram executadas por uma facção criminosa e tiveram os seus corpos ocultados na região. Os crimes foram motivados em razão dos dois jovens mortos pertencerem à uma facção rival.

A primeira vítima, Gabriel Graciano da Silva, de 27 anos, foi localizada em uma região de mata com a cabeça decapitada. A outra vítima, Emerson Vogado Pinto, de 25 anos, teve o seu corpo encontrado boiando em um rio.

Os sete adolescentes apreendidos foram autuados em flagrante por ato infracional análogo aos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, integrar organização criminosa, posse de arma de fogo de uso restrito, porte ilegal de munição de uso restrito.

O maior de idade, de 39 anos, que trabalha como motorista de aplicativo, foi autuado em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores.

A ação realizada de forma ininterruptas pelos policiais civis resultou também na apreensão de duas armas de fogo, diversas munições e entorpecentes.

Diligências

No domingo (25), a Delegacia de Polícia de Juína foi acionada para apurar o desaparecimento de Emerson Vogado Pinto. Foi descoberto inicialmente que a vítima havia sido assassinada por integrantes de uma facção criminosa e seu corpo jogado no rio chamado “Juinão”.

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Em continuidade os policiais civis identificaram que os mesmos criminosos haviam sequestrado e matado outra pessoa (Gabriel Graciano da Silva), que teve a cabeça cortada e os restos mortais jogados em uma área de mata, sentido Linha 04, em Juína.

Diante dos fatos os investigadores empregaram diligências e localizaram o primeiro suspeito, menor de idade, o qual assumiu a participação nas duas execuções cometidas junto com os comparsas. O adolescente relatou também que o motorista de aplicativo auxiliou a ocultar os corpos das vítimas.

Dinâmica das mortes

O menor apreendido revelou que quando chegou no local da execução, a vítima (Emerson) já estava amarrada e aguardando a ordem da facção para morrer. Os envolvidos colocaram um pano na boca da vítima para não gritar e a enforcaram. Em seguida a vítima foi colocada no porta-malas do veículo e levado até o rio onde o corpo foi jogado.

Em relação ao segundo homicídio, a vítima (Gabriel) também foi amarrada e submetida a um “interrogatório” e depois agredida. Os executores enforcaram Gabriel até a morte e também teve a cabeça cortada. Depois os faccionados transportaram o corpo da vítima e esconderam na região de mata.

Materiais ilícitos

Em um dos endereços onde parte do grupo estava foram apreendidos cinco litros da substância conhecida como “Loló”, várias munições de diferentes calibres, balança de precisão, 40 garrafas pequenas de embalagens para embalar entorpecente, porções médias de cocaína, pasta a base de cocaína, além de diversos outros materiais utilizados para o tráfico.

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Já em outra residência os policiais civis apreenderam duas armas de fogo, sendo uma pistola de calibre 40 com a numeração raspada e municiada com cinco munições, e uma garrucha artesanal calibre 22.

Autuações

Após as apreensões, todos os envolvidos foram conduzidos até a Delegacia de Juína onde foram interrogados pelo delegado Jean Andrade Araújo.

Os sete adolescentes responderão ato infracional análogo aos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, integrar organização criminosa, posse de arma de fogo de uso restrito, porte ilegal de munição de uso restrito.

O motorista de aplicativo, de 39 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores.

Conforme o delegado, Jean Andrade Araújo, as investigações continuam visando identificar e prender outras possíveis pessoas que também participaram dos homicídios.

“Diante da gravidade dos fatos cometidos pelos autuados, foi representado judicialmente pelo pedido de internação dos adolescentes”, destacou o delegado.

Após a confecção dos autos os apreendidos e o maior preso foram apresentados e colocados à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende professor de música e ex-companheira por estupro de vulnéravel e armazenamento de pornografia infantil

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Um professor de música e sua ex-companheira envolvidos em crimes graves de estupro de vulnerável e produção/registro de pornografia infantil, utilizando os próprios filhos da suspeita, foram presos em trabalho conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar, realizado na última semana, no município de Campo Verde.

O suspeito, de 38 anos, foi preso em flagrante na última quarta-feira (15.4), após ser flagrada na companhia de uma menor de 14 anos, que estava desaparecida no município de Jaciara. Já sua ex-companheira, de 32 anos, teve o mandado de prisão preventiva cumprido na sexta-feira (17), por envolvimento nos atos praticados contra os próprios filhos.

Com a prisão do suspeito outras vítimas possam aparecer, uma vez que o professor trabalhou em instituições no município de Jaciara e Nova Brasilândia.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Campo Verde, iniciaram após a Polícia Civil ser acionada pela Polícia Militar, sobre uma mulher que estaria supostamente sendo ameaçada por uma facção criminosa atuante em Campo Verde a praticar atos sexuais com seus próprios filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 9 anos.

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Segundo as informações, as ameaças também a obrigavam permitir que seu ex-companheiro praticasse atos sexuais com sua filha e registrasse os abusos em vídeo.

Com base nas informações passadas e elementos reunidos, foi levantada a hipótese que o autor das mensagens seria o professor de música, ex-companheiro da mãe das crianças.

Prisões

Diante das evidências, a equipe da Polícia Militar iniciou as buscas, conseguindo localizar o suspeito que se encontrava em companhia de uma ex-aluna, menor de idade, sendo revelado que o investigado mantinha um relacionamento com a adolescente desde que ela tinha 13 anos. A menor era considerada desaparecida, desde de dezembro de 2025, quando o professor de música se retirou de Jaciara com sua aluna, sem a permissão de seus familiares.

Com o avanço das investigações, foi confirmado que era ele quem enviava as imagens para a ex-companheira exigindo a confecção do material de pornografia infantil e outras condutas envolvendo a investigada e as crianças.

Com base nas investigações, foi representado pela prisão preventiva da investigada, pelos crimes de estupro de vulnerável e produção/registro de pornografia infantil, cometido contra seus próprios filhos. O mandado foi deferido pela Justiça e cumprido, na tarde de sexta-feira (17), pela equipe de investigadores da Delegacia de Campo Verde.

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Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gabriel Conrado, na residência do professor, foram apreendidos medicamentos para disfunção erétil, entre outros, três aparelhos celulares e dois computadores que foram encaminhados à Perícia Técnica, que poderão auxiliar o avanço das investigações.

“A Polícia Civil segue com as investigações e trabalha com a linha de investigação de que o suspeito possa estare inserido em uma organização criminosa voltada para a prática de crimes sexuais de crianças/adolescentes, bem como com a comercialização/distribuição dos materiais pornográficos envolvendo menores de idade”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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