MATO GROSSO

Seduc leva experiência da educação estadual a debate internacional sobre gestão da aprendizagem

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) participa do III Seminário Internacional sobre Gestão para a Aprendizagem, em Sevilha, na Espanha, levando a experiência da rede estadual para um debate global sobre gestão educacional, inovação e melhoria dos processos de aprendizagem, com foco na construção de ambientes colaborativos e no aprimoramento de processos de gestão e inovação educacional no Brasil.

O encontro teve início nesta segunda-feira (26.1) e reúne gestores públicos, pesquisadores e especialistas de diversos países, consolidando-se como um espaço estratégico de troca de experiências e construção de soluções para os desafios contemporâneos da educação.

O evento dá continuidade à iniciativa da Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV DGPE), iniciada em 2024, em Madri, e que teve sua segunda edição em 2025, em Barcelona.

Representando Mato Grosso, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destaca a importância da presença do Estado em fóruns internacionais de alto nível. “Estar aqui é reafirmar que Mato Grosso escolheu estar à frente do seu tempo na educação pública, buscando referências globais, dialogando com diferentes realidades e incorporando práticas inovadoras que impactem diretamente a aprendizagem dos nossos estudantes”, afirmou.

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Segundo o secretário, a interação entre gestores públicos, organizações internacionais e especialistas de diferentes continentes amplia a capacidade de análise e tomada de decisão no âmbito das políticas educacionais.

“A educação exige visão de futuro, planejamento e coragem para inovar. Quando Mato Grosso participa de um seminário como este, mostramos que estamos comprometidos com uma gestão moderna, baseada em evidências, tecnologia e valorização das pessoas, preparando nossas redes para os desafios do presente e do amanhã”, avaliou Alan Porto.

A programação do Seminário está organizada em nove painéis com especialistas da América, Europa e Ásia, abordando temas como inteligência artificial aplicada à educação, contribuições da neurociência para a aprendizagem, currículos e práticas pedagógicas de impacto, além de estratégias para liderar transformações educacionais em contextos democráticos.

Entre os destaques também estão debates sobre governança educacional, personalização da aprendizagem e o futuro dos sistemas nacionais de educação.

Como parte das atividades, os participantes farão, no dia 28 de janeiro, visitas técnicas ao Colégio de Educação Infantil e Primária José Maria Del Campo (CEIP) e ao Instituto de Educação Secundária Carlos Haya (IES) ampliando o intercâmbio de experiências práticas entre redes de ensino.

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O Seminário é promovido pela FGV DGPE, em parceria com a Unesco, a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec) e a Universidade Internacional de La Rioja (UNIR).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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