MATO GROSSO

Polícia Civil deflagra operação em combate a crimes virtuais em municípios de MT

Publicado em

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21.1), a Operação “Dilema das Redes” para cumprir três mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Curvelândia e Cáceres.

Os mandados foram expedidos pela Vara Única de Rio Branco, com o objetivo de identificar pessoas que abasteciam páginas de internet com fatos ofensivos à honra de diversas vítimas no Estado.

Na operação, desencadeada pela Delegacia de Polícia de Rio Branco, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e tablets utilizados por administradores de páginas na internet destinadas à prática de crimes de injúria, difamação e stalking perpetrados contra diversas vítimas residentes nos municípios de Salto do Céu, Lambari D’Oeste e Rio Branco.

As investigações revelaram que as referidas páginas eram hospedadas em sites de relacionamento e destinavam-se especificamente à prática de crimes contra a honra, causando danos morais e psicológicos às vítimas, que vinham sendo sistematicamente expostas e difamadas no ambiente virtual.

“As pessoas têm a falsa impressão de estarem acobertadas pelo anonimato quando praticam crimes virtuais, mas isso não é verdade. A Polícia Civil possui meios técnicos e investigativos para identificar e responsabilizar os autores desses crimes”, enfatizou o delegado Diego Toledo, responsável pela condução das investigações.

Leia Também:  Sesp entrega Medalha Mérito da Segurança Pública em Barra do Garças e Rondonópolis

A ação policial foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Rio Branco e contou com o apoio operacional da Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste.

Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia técnica para subsidiar a continuidade das investigações e a responsabilização criminal de todos os envolvidos.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Polícia Militar lança Operação Tolerância Zero em todo o Estado nesta sexta-feira (29)

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Bombeiros socorrem homem prensado por caminhão e vítimas de acidente com motocicleta

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA