MATO GROSSO

Unemat implanta cinco novos doutorados e amplia captação de recursos para pesquisa

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) consolidou, entre 2023 e 2025, um novo capítulo em sua história acadêmica. A instituição viveu um ciclo de expansão na pós-graduação stricto sensu, aprovando e implantando cinco novos cursos de Doutorado e aprovando Mestrado a ser implantado em 2026.

O avanço não foi apenas quantitativo. Em 2022, a Unemat elevou sua nota média geral na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), saltando de 3,47 para 4,09.

Esse crescimento qualitativo permitiu que a Universidade acessasse, pela primeira vez, fontes de financiamento federais antes restritas, como recursos específicos do Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap) e editais da Chamada Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), garantindo mais verba para equipamentos e bolsas.

Novos doutorados

A estratégia da Unemat focou na redução das assimetrias regionais, levando a formação de doutores para além da sede. As aprovações recentes contemplaram:

  • Doutorado Profissional de História (Cáceres): Primeiro curso de doutorado profissional ofertado na Unemat
  • Doutorado em Ensino de Ciências e Matemática (Barra do Bugres): Consolidando o câmpus como referência na área de Exatas.
  • Doutorado em Educação (Cáceres): Fortalecendo a formação de pesquisadores na área de Humanas.
  • Doutorado em Geografia (Cáceres): Ampliando a pesquisa sobre território e meio ambiente.
  • Doutorado em Letras (Sinop): O primeiro curso de doutorado do câmpus de Sinop, atendendo uma demanda histórica da região Norte do estado.
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Além destes, a Unemat inovou ao aprovar o Mestrado Profissional em Processos e Tecnologias Educacionais em Rede – ProfEducatec (Alto Araguaia).

Com as novas implantações, a Unemat atinge uma capilaridade impressionante na produção científica. Atualmente, a instituição oferta 36 cursos de pós-graduação stricto sensu, distribuídos em 27 Programas de Pós-Graduação, sendo:

Mestrados (24 cursos):

  • 11 Acadêmicos
  • 01 Profissional
  • 12 Profissionais em Rede Nacional

Doutorados (12 cursos):

  • 08 Acadêmicos
  • 03 Acadêmicos em Rede
  • 01 Profissional em Rede

A expansão da pós-graduação representa o fortalecimento da ciência mato-grossense e beneficia diretamente a população, uma vez que as pesquisas desenvolvidas nesses programas buscam soluções para problemas locais, da saúde à agricultura, passando pela educação básica e preservação ambiental.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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