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Unemat implementa nova Normatização Acadêmica e atinge recorde de bolsas na graduação

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) encerra 2025 com resultados robustos na área de Ensino de Graduação: em um movimento que reflete o compromisso da gestão com a proposta de valorizar as pessoas, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) alcançou a marca inédita de mais de duas mil bolsas de auxílio ativas para os estudantes, como o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e o Programa de Formação de Células Cooperativas (Focco). Pela primeira vez, a Unemat também aprovou e implementou um projeto do Programa de Educação Tutorial (PET), fortalecendo a qualificação de alto nível na Universidade.

A expansão de bolsas é considerada um dos marcos mais importantes da gestão, uma vez que garante a permanência de acadêmicos em situação de vulnerabilidade, assegurando que a falta de recursos não seja um fator de evasão.

Uma das propostas mais longevas da Universidade, a atualização da Normatização Acadêmica, foi finalizada e aprovada na atual gestão. A demanda, definida pelo Congresso Universitário de 2017, é fundamental para modernizar os processos internos e a relação da Universidade com o aluno.

“Nós conseguimos finalizar a atualização da nossa Normatização Acadêmica”, celebra a pró-reitora de Ensino de Graduação, Nilce Maria. Ela destaca que essa atualização exigiu um trabalho minucioso de bastidores. “É todo um grande trabalho de atualizar uma normativa e, depois, fazer o processo de atualização do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) para conseguirmos operacionalizar aquilo que a normativa mudou”, explica.

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Além da nova Normatização Acadêmica, a gestão avançou em diversas frentes, como a revisão das regras de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), da Bolsa Monitoria e da bolsa do Programa Focco, que dão suporte financeiro aos estudantes que auxiliam outros acadêmicos, aumentando a taxa de permanência.

Outra conquista foi a ampliação das ações do Núcleo Docente Estruturante (NDE) de cada curso, que deixa de ser responsável apenas pelo projeto pedagógico do curso e se transformando em peça primordial para o acompanhamento contínuo das avaliações pedagógicas.

Universidade para todos

Em um movimento de afirmação do compromisso com a diversidade e a formação diferenciada, a Unemat promoveu um intercâmbio inédito para os 49 estudantes indígenas do curso de Enfermagem Intercultural: a Universidade levou os futuros enfermeiros à cidade de São Paulo para uma jornada de conhecimento em hospitais de referência nacional, como o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital São Paulo, além de treinamento no Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP).

A iniciativa possibilitou aos estudantes, que já atuam com práticas de cuidado em suas aldeias, o contato com ferramentas tecnológicas e estruturas hospitalares de ponta, enriquecendo sua formação sem abrir mão de seus conhecimentos e identidades ancestrais, consolidando o curso da Faculdade Indígena Intercultural (Faindi) como um projeto único na América Latina.

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Em linha com a proposta de democratizar o conhecimento, a Proeg implementou mudanças significativas no processo seletivo do vestibular, para tornar o acesso mais equitativo e inclusivo: para cursos com baixa procura, a Universidade reduziu o valor da cobrança, e busca avançar para a possibilidade de não haver taxa de seleção nestes cursos específicos. De acordo com a pró-reitora, o critério de ingresso em um curso superior deve ser o Ensino Médio completo. Além disso, a Unemat tem utilizado notas de várias edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para chamar estudantes, ampliando o leque de oportunidades.

Qualidade do ensino

No campo da avaliação institucional, a gestão tem conduzido um trabalho intensivo de sensibilização junto a alunos e professores para garantir que a Universidade alcance notas de excelência. “Todos os cursos da Unemat têm todas as condições de terem notas boas: temos estrutura e professores e servidores técnicos altamente qualificados”, pontua Nilce Maria. O desafio atual é garantir que o estudante compreenda a dimensão ampla da Unemat como multicâmpus, e não apenas o seu câmpus local.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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