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De acordos judiciais a gestos de cuidado: Justiça entrega R$ 720 mil a entidades sociais

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A Justiça que transforma conflitos em oportunidades para a sociedade esteve em evidência na noite de terça-feira (16 de dezembro), durante cerimônia de entrega oficial dos recursos arrecadados por meio de transações penais, realizada na sede do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. Ao todo, R$ 720 mil foram destinados a 10 instituições sociais, selecionadas conforme o Edital nº 01/2025 do Juizado Especial Criminal.

Coordenada pela juíza do Juizado Especial Criminal, Maria Rosi de Meira Borba, a iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso é uma das ações que ultrapassam os limites do processo judicial e alcançam diretamente a comunidade. Os valores são fruto de acordos firmados em infrações de menor potencial ofensivo e retornam à sociedade em forma de investimento social.

Durante a solenidade, a magistrada destacou o trabalho coletivo que torna possível a destinação dos recursos. “Esses valores são construídos pouco a pouco, a cada acordo proposto. Além da pacificação social, conseguimos reunir recursos que hoje retornam à sociedade cuiabana. As entidades escolhidas passaram por uma análise rigorosa e sabem o impacto do trabalho que realizam. Que sigam levando esperança a quem mais precisa”, afirmou.

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O presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, ressaltou o significado institucional do momento. Com 25 anos de atuação nos Juizados Especiais, ele destacou o perfil diferenciado dessa Justiça. “Somos uma Justiça cidadã, consensual e restaurativa. De situações problemáticas, como os crimes de menor potencial ofensivo, surge a possibilidade de apoiar entidades que realizam um trabalho social extraordinário”, pontuou.

Entre as beneficiadas, a APAE Cuiabá anunciou que os recursos serão aplicados na climatização da entidade. O presidente Leonaldo Arruda destacou que a instituição atende, em média, 120 pessoas com deficiência intelectual e múltipla, nas áreas de assistência social, educação e saúde. “Nossa comunidade é formada, em sua maioria, por pessoas de baixa renda. É um trabalho sério e desafiador, e ações como essa nos fortalecem e nos dão esperança”, declarou.

A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) também celebrou a destinação dos recursos. Representando a entidade, Eliza Cruz explicou que o investimento permitirá ampliar ações voltadas à convivência familiar e comunitária. “Atuamos há 16 anos promovendo a transformação de crianças e adolescentes em acolhimento, muitos já sem esperança. Esse apoio permitirá aproximar ainda mais famílias e crianças”, afirmou.

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A Associação Cultural Cena 11, que mantém dois abrigos em Cuiabá para crianças e adolescentes sem referência familiar, destacou a importância do apoio institucional. “Agradecemos imensamente ao Poder Judiciário e aos Juizados Especiais. Esse recurso fortalece diretamente o trabalho que realizamos diariamente”, ressaltou Flávio Ferreira, representante da associação.

Também participaram da solenidade os juízes das Turmas Recursais dos Juizados Especiais Valmir Alaércio dos Santos e Aristeu Dias Batista Vilella, a dirigente administrativa do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, Valdeci Moraes Siqueira e o promotor de Justiça, André Luiz de Almeida.

Autor: Assessoria de Comunicação

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Departamento: CGJ-MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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