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Wilson Santos reage ao parecer da Aneel sobre a Energisa e propõe debate em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães

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Ao tomar conhecimento do parecer favorável da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), relatado por Fernando Mosna, que recomenda ao Ministério de Minas e Energia (MME) a renovação da concessão da Energisa Mato Grosso por mais 30 anos, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) demonstrou preocupação. Ele declarou, nesta quarta-feira (10), em sessão plenária, que ainda é preciso que a concessionária cumpra as cláusulas contratuais para dar continuidade na prestação de serviço.

O parlamentar alertou para a dimensão financeira envolvida com a possível prorrogação do contrato que terá o parecer final pelo MME. “Nós estamos assistindo um negócio acontecer debaixo dos nossos narizes e nós fazendo muito pouco. A Energisa fatura cerca de R$ 15 bilhões por ano. É um negócio de R$ 450 bilhões em 30 anos. E nós assistindo isso tudo acontecer. Tivemos audiência em Brasília e fomos recebidos pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que garantiu que até o dia 31 de dezembro não vai autorizar mais 30 anos da Energisa”, afirmou.

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Durante o pronunciamento, Wilson Santos anunciou ainda a apresentação de dois requerimentos para realização de audiências públicas sobre o tema, que ocorrerão em Várzea Grande, no dia 15 de dezembro de 2025, às 08h, e Chapada dos Guimarães, dia 16 de dezembro de 2025, às 19h, nas Câmaras Municipais de Vereadores, sendo que são municípios que há consumidores insatisfeitos com o fornecimento de energia.

Ele citou ainda o exemplo de Chapada dos Guimarães, onde moradores sofrem com quedas constantes de energia. “Em Chapada é um Deus nos acuda. Quando vem um vento, um trovão, nós da zona rural ficamos dias sem restabelecimento de energia. Bombas queimadas, produção agrícola perdida, pousadas que têm que mandar hóspedes embora, comércio sofrendo – e o parecer da Aneel é dando mais 30 anos para a Energisa”, criticou.

O parlamentar destacou que cerca de 70% dos municípios de Mato Grosso não contam com energia trifásica, deixando produtores, empresários e moradores vulneráveis a quedas constantes, interrupções prolongadas e incapacidade de expansão produtiva. “Não tem sistema seguro que garanta energia de qualidade. E isso está no contrato. Sem contar o fechamento das agências físicas da Energisa no interior. O empresário que quer ampliar o negócio ou instalar um novo polo industrial, se não tirar do próprio bolso, não consegue a energia necessária para industrializar o estado”, relatou.

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Ao final do discurso, Wilson Santos informou que está em fase de elaboração um dossiê para ser encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, ainda este mês, sendo que já foram realizadas audiências públicas em Cuiabá, Tangará da Serra, Rondonópolis, Sapezal, Cáceres e Pontes e Lacerda. “Se algum deputado ainda quiser incluir informações de mais municípios de Mato Grosso, vamos enviar tudo ao ministro. A Energisa vem deixando muito a desejar. Nem sequer cumpre as cláusulas contratuais. E querem dar concessão até 2057! Não dá”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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Vencedores destacam a força do rádio e estimulam novas inscrições

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Os trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chegam diariamente aos ouvidos de muitos mato-grossenses pelas ondas do rádio. As notícias alcançam cidadãos apegados ao aparelho antigo e também aqueles mais conectados, que acompanham suas emissoras preferidas pela internet. Todos podem conferir boas reportagens em áudio sobre o que se passa no Legislativo estadual, como demonstraram os vencedores da categoria Radiojornalismo na primeira edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento.

Os profissionais responsáveis pelas três matérias premiadas garantem que vale a pena apresentar bons trabalhos para concorrer ao prêmio, cuja segunda edição foi lançada recentemente. A nova edição traz o tema: “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, mantém as categorias da edição anterior e amplia a premiação em dinheiro para R$ 300 mil. As inscrições estarão abertas entre 30 de junho e 9 de novembro de 2026.

Primeira colocada na categoria Radiojornalismo na edição pioneira, a jornalista Verônica Rakel, da Rádio Vila Real, venceu com a reportagem “Audiência Pública: A Assembleia Legislativa de Mato Grosso trabalhando em parceria com o cidadão”. O material nasceu da observação das audiências públicas promovidas pelo Parlamento estadual e buscou mostrar como a participação popular contribui para a construção de políticas públicas e decisões que impactam diretamente a sociedade.

Para ela, receber o reconhecimento representou um marco em sua trajetória profissional. “Ter o meu trabalho escolhido entre tantos outros no estado me trouxe a certeza de que estou no caminho certo e fazendo o que mais amo, que é comunicar através das ondas do rádio. E, por ser a primeira edição, teve um sentimento ainda maior de emoção e alegria”, afirmou.

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Foto: MARCOS LOPES/ALMT

O segundo lugar ficou com o jornalista Vinícius Antônio, da TRT FM, autor da reportagem “Valorização cultural – Judiciário e Legislativo reforçam a luta dos quilombolas em MT”. O trabalho destacou ações desenvolvidas em apoio à comunidade quilombola Mata Cavalo e a atuação conjunta de instituições públicas na promoção da cidadania.

“Sou do rádio desde muito cedo e ter sido agraciado com um prêmio em que outros grandes comunicadores também produziram materiais com muito profissionalismo reforça o entendimento de que o rádio permanece vivo e presente, mais que qualquer outro veículo, no dia a dia do cidadão”, destacou.

Segundo ele, a pauta surgiu da intenção de dar visibilidade à cultura quilombola e mostrar como as ações do poder público chegam às comunidades.

O terceiro lugar, por sua vez, foi conquistado pelos jornalistas Simone Guedes e Eduardo Cardoso, da Rádio Bom Jesus FM, com a reportagem “ALMT revisa limites urbanos para destravar serviços e dar segurança jurídica”. A produção acompanhou os debates promovidos pela Casa sobre a atualização das divisas municipais em Mato Grosso e os impactos da medida para moradores de regiões de fronteira.

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“Gostei do olhar da Assembleia para essa pauta e da preocupação com quem está na base, especialmente as comunidades rurais que convivem diariamente com essas dificuldades”, relatou Simone.

A reportagem buscou mostrar como a revisão dos limites territoriais pode contribuir para ampliar o acesso a serviços públicos e garantir maior segurança jurídica para milhares de cidadãos.

Os três profissionais de comunicação são unânimes ao afirmar que a experiência foi positiva e que vale a pena participar da nova edição do prêmio, o que todos pretendem fazer. “Já estou selecionando algumas produções e pensando em qual delas pode representar meu trabalho nesta nova edição”, revelou Vinícius.

Verônica também confirmou que pretende concorrer novamente. “Hoje tenho a grata satisfação de estar aqui incentivando que mais profissionais se inscrevam”, declarou. Simone garantiu que quer brigar pelo prêmio novamente. “Com toda certeza vou participar da segunda edição. Agora vou buscar o primeiro lugar”, brincou.

Criado para reconhecer produções jornalísticas que aproximam a sociedade do Poder Legislativo, o Prêmio ALMT de Jornalismo recebeu, em sua primeira edição, 293 trabalhos produzidos por profissionais de 19 municípios mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de valorização da comunicação regional.

Fonte: ALMT – MT

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