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Último módulo do Pré-natal da Adoção do TJMT reúne famílias e histórias de afeto

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Cerca de 45 futuros pais e mães concluíram mais uma etapa no processo para adoção de crianças e adolescentes. Acompanhados de familiares, eles participaram nesta quinta-feira (4) do sexto e último módulo do Curso de Pré-natal da Adoção, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara).
Intitulado “Dialogando com as famílias”, o módulo apresentou temas como “A importância da construção dos vínculos afetivos na adoção”, “O que é ser filho adotivo?” e “Direito às origens”. Além disso, os participantes puderam compartilhar experiências vivenciadas nas visitas aos abrigos de acolhimento e também tirar dúvidas sobre a adoção.
A advogada e futura mãe Caroline de Souza e Silva Ezaque relatou que sempre alimentou o sonho de ser mãe, mas viu esse desejo ser interrompido por um tempo pela dificuldade em engravidar, mesmo com tratamento médico. Foi quando ouviu da mãe, que é servidora do TJMT, informações sobre o programa da adoção e viu a esperança renascer.
“Desde pequena eu já falava que quando crescesse queria ser mãe. Mas chegou um momento da vida que eu me deparei com essa dificuldade. Então, pensei, por que não buscar adotar uma criança. Minha mãe me abriu os olhos para essa oportunidade, me mostrou que eu não vou amar menos do que se fosse um filho biológico”, contou.
A futura vovó Sabrina Roder de Souza também esteve presente na última noite do curso e não escondeu a felicidade de participar do momento. Segundo ela, durante sua trajetória no Judiciário de Mato Grosso, chegou a atuar na Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA-MT), e foi quando vislumbrou a possibilidade de apresentar a iniciativa para a filha.
“Sempre falei para ela que era muito bonito ver as pessoas indo buscar a CEJA e adotando. Eu nasci para ser avó. Então, isso é uma coisa que está me deixando muito feliz. Estou dando esse apoio, pois é uma decisão importante. Eu acho muito bonito a pessoa que consegue ter esse amor verdadeiro por uma criança que você nunca viu, mas agora fará parte de sua vida”, disse.
O Curso Pré-natal da Adoção tem o objetivo de preparar para os desafios da adoção, reduzindo possibilidades de devolução, e é exigido pela Lei nº 12.010/2009. Ao longo dos módulos, os pretendentes tiveram acesso a todas as orientações psicossociais e jurídicas necessárias e, com a conclusão, receberam um certificado para ser anexado ao processo de habilitação.
“Toda forma de paternidade, maternidade, é bastante complexa e na adoção tem algumas particularidades. Algumas crianças passaram por situações traumáticas, tem o luto da família biológica e é preciso que os pretendentes saibam como encarar esses desafios”, explicou a assistente social da Ampara, Denise Campos.
De acordo com ela, agora os candidatos precisam organizar a documentação necessária para entrar no processo de habilitação da adoção e realizar o cadastro no site da CEJA-MT. A partir disso, as informações chegarão às Varas da Infância das Comarcas para sentença dos magistrados e habilitação do pretendente no Sistema Nacional de Adoção (SNA).
“Também temos o grupo de apoio do pós-adoção, que é muito importante. Quando a família conhece a criança começa a aproximação, o estágio de convivência. É muito importante participar da pós-adoção, nesse outro momento, concretizando esse dia a dia, essa nova rotina, as mudanças, entendendo melhor os comportamentos das crianças”, pontuou Denise.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto-piloto acolhe estagiários e aproxima estudantes da realidade do Judiciário

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Foto horizontal que mostra a estagiária de Direito Lavínia Darc do busto pra cima, sorrindo, durante entrevista. Ela é uma jovem negra, de cabelos lisos, presos e presos em rabo-de-cavalo, olhos castanhos escuros, usando blusa azul clara e brincos.Começar um estágio em uma instituição do porte do Poder Judiciário é uma experiência cercada de expectativas, descobertas e desafios. Para os estudantes que atuam nos Juizados Especiais de Cuiabá, esse início de jornada ganhou um apoio adicional com o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, iniciativa piloto da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje).

A atividade reuniu 92 estagiários dos cursos de Direito, Tecnologia da Informação e Contabilidade que atuam nos Juizados Especiais e nas Turmas Recursais. A ação foi pensada para apresentar a estrutura do Judiciário, a segurança digital, orientar sobre rotinas de trabalho e facilitar a integração dos estudantes ao ambiente forense.

Para a estagiária de Direito Lavínia Darc, 21 anos, da Turma Recursal, o acolhimento facilita a adaptação ao ambiente de trabalho e amplia a compreensão sobre o funcionamento do Judiciário. “Eu acho uma recepção essencial e muito necessária para o estagiário. A mudança de ambiente pode gerar nervosismo e exige adaptação. Esse acolhimento ajuda a conhecer as pessoas, entender como funciona a instituição e compreender melhor o trabalho que vamos desenvolver. Na faculdade temos uma noção teórica, mas aqui conseguimos entender melhor como os setores se relacionam e como o trabalho de cada pessoa contribui para o resultado final.”

Foto horizontal em plano fechado do estagiário de Contabilidade Allan Rafael. Ele é um jovem de pele parda, olhos castanhos, cabelos castanhos, curtos e cacheados, usando óculos de grau, camiseta azul e sorrindo.Estagiário de Contabilidade, Allan Rafael Pinho, 19 anos, afirmou que o acolhimento facilita a adaptação dos novos integrantes. “Foi uma recepção muito boa. Recebemos orientações sobre o funcionamento das áreas e sobre onde buscar ajuda quando surgirem dúvidas. Como o Tribunal e o Fórum são ambientes muito grandes, esse acolhimento ajuda bastante quem está chegando.”

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O encontro foi conduzido pela diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, e contou com a colaboração da assessora do Daje, Graziela Cunha. Elas apresentaram a estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso, o funcionamento dos Juizados Especiais, os sistemas utilizados no dia a dia das unidades e orientações relacionadas à segurança da informação e ao uso das ferramentas institucionais.

A gestora-geral do Complexo dos Juizados Especiais, Maria de Lourdes Duarte, e o gestor administrativo responsável pelo programa de estágio curricular remunerado e de estágio probatório da Comarca de Cuiabá, Thyago Henrique Pogianelo Mendes, abordaram aspectos relacionados à rotina e postura no ambiente de trabalho, regras do estágio e esclareceram dúvidas dos participantes.

“Hoje temos um número elevado de estagiários e eles representam uma força de trabalho muito importante. É fundamental que se sintam acolhidos, orientados e seguros para desenvolver suas atividades. Esse trabalho idealizado pela Corregedoria certamente vai render muitos frutos”, analisou a juíza dirigente do Complexo e da 3ª Turma Recursal, Valdeci Moraes Siqueira.

Foto horizontal que mostra a juíza Valdeci Moraes Siqueira falando ao microfone da TV Justiça, durante entrevista. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, na altura dos ombros, usando camiseta rosa. atrás dela, há um telão com um QR code projetado.A magistrada também relembrou o período em que foi estagiária e ressaltou a importância dessa fase para a formação profissional. “Tudo o que aprendi naquela época eu carrego até hoje. O estágio é uma experiência que marca a vida da gente. Por isso considero esse acolhimento tão importante para quem está iniciando a trajetória profissional.”

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A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, explicou que a proposta nasceu da necessidade de aproximar os estudantes da instituição e facilitar a adaptação ao ambiente de trabalho. “É a primeira edição do acolhimento dos estagiários nos Juizados Especiais. A intenção é facilitar a jornada deles dentro do Poder Judiciário, mostrando onde eles estão, para que estão aqui e qual é o papel da unidade em que atuam.”

“Meu estágio ocorreu em 2005 e não havia nada parecido. Certamente teria sido um divisor de águas na minha vida profissional. Esse projeto busca oferecer esse abraço institucional para quem está começando”, disse ao recordar o início da própria trajetória profissional.

Foto horizontal que mostra a diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, em pé, falando ao microfone para os estagiários que estão sentados. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros, lisos na altura dos ombros, usando blusa estilo colete bege de botões na frente. “O desembargador Lindote sempre veste a camisa junto com a equipe do Daje e permite que possamos colocar em prática projetos que fazem a diferença. Começamos de forma específica, mas sempre pensando em benefícios para todo o Poder Judiciário”, completou Shusiene ao agradecer ao corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, pelo apoio à iniciativa.

A expectativa do Daje é ampliar o projeto para outras unidades ligadas aos Juizados Especiais, fortalecendo a integração e a formação dos estudantes que iniciam a trajetória profissional no Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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