MATO GROSSO

Sefaz participa do 80º Encat, que analisa soluções para implementação do IBS e da CBS

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) participa do 80º Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat), realizado entre os dias 25 e 27 de novembro, em Goiânia (GO). O evento reúne cerca de 200 auditores fiscais e técnicos das administrações tributárias estaduais e municipais para avaliar os impactos da reforma tributária e os novos sistemas que vão operacionalizar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Representando a Sefaz, o secretário adjunto de Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni, destacou o papel fundamental do Encat no desenvolvimento das soluções tecnológicas que vão permitir a transição entre os sistemas tributários.

“O fundamental deste encontro, o Encat, que é o fórum de cooperação entre as administrações tributárias estaduais, é justamente isso: aqui se desenvolvem as soluções necessárias para as administrações tributárias estaduais e para que a reforma tributária aconteça na prática. Todos os sistemas tributários que vão operar e viabilizar o novo modelo estão sendo construídos por esse grupo, em conjunto com os colegas dos municípios, no âmbito do comitê gestor”, afirmou.

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O secretário da Economia de Goiás, Francisco Sérvulo Freire Nogueira, também ressaltou a dimensão do desafio que está sendo enfrentado pelos fiscos estaduais. “Sabemos da diversidade territorial, econômica e fiscal do país. É uma grande responsabilidade construir soluções para o IBS que tragam aumento da eficiência, simplificação de processos e facilitação da relação entre contribuinte e fisco. O Encat tem liderado diversos processos importantes nesse sentido.”

Para o coordenador-geral do Encat, Luiz Dias, a transição entre o sistema atual e o novo modelo de arrecadação é um ponto de atenção. “Estamos preparados. A mudança será feita com tranquilidade, sem gerar pânico nos contribuintes. Haverá diálogo contínuo na implementação das novas soluções. O grande ganho será a simplificação para o contribuinte”, disse Dias.

O Encat é o principal fórum de inovação e cooperação entre as administrações tributárias do país. A cada três meses, representantes das secretarias de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos estados e do Distrito Federal se reúnem para intercâmbio de experiências e construção de soluções conjuntas. Esta edição marca o início da preparação prática dos fiscos para os testes com os novos tributos, que começam em janeiro de 2026.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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