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Seaf apoia mutirão em Diamantino para facilitar acesso de produtores ao Floresta+ e à regularização do CAR 2.0

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) iniciaram nesta terça-feira (25.11) um mutirão voltado a pequenos produtores de Diamantino para facilitar a inscrição no Projeto Floresta+ Amazônia e a atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR 2.0). A ação conjunta reforça a importância da regularidade ambiental como porta de entrada para políticas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e outras oportunidades de apoio ao produtor.

O Floresta+ Conservação é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com recurso do Fundo Verde para o Clima (GCF) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), executado em parceria com a Seaf e a Sema em Mato Grosso.


O programa oferece compensação a agricultores familiares e proprietários de imóveis de até quatro módulos fiscais que mantêm sua vegetação nativa preservada. Os valores iniciam em R$ 1.500 e podem chegar até R$ 28 mil por ano, a depender da fase que se encontra o CAR e a vegetação nativa conservada. Os valores são cumulativos dentro do teto anual por propriedade.


Segundo a coordenadora estadual do projeto, Patrícia Palermo, o processo de adesão é simples. “Não é necessário elaborar projeto. O produtor que preservou a floresta já fez o dever de casa na própria propriedade. E o recurso não precisa ser devolvido, porque não é financiamento, é compensação. Porém, é fundamental que o CAR esteja inscrito e, preferencialmente, em conformidade. Agradecemos o apoio da Seaf e da Sema; os mutirões são essenciais para que os produtores conheçam esses benefícios”, destacou.

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Para acessar o programa, o imóvel deve ter até quatro módulos fiscais (equivalentes a 400 hectares), estar regular no CAR 2.0, não possuir embargos e cumprir a legislação ambiental vigente. A mobilização do CAR 2.0 conduzida pela Sema é determinante para que os produtores participem do Floresta+ e de outras políticas ambientais. O CAR atualizado é requisito obrigatório para receber PSA, avançar na regularização ambiental e acessar oportunidades econômicas sustentáveis.

“A Sema e a Seaf trabalham de maneira sincronizada, e isso tem ajudado muito, especialmente na regularização do CAR. Precisamos chegar ao produtor de pequena escala, e esse esforço conjunto tem dado resultado”, afirmou a secretária-adjunta da Sema, Luciane Bertinatto.

O mutirão cria um ambiente favorável para que produtores tirem dúvidas, atualizem documentos e garantam sua inscrição no edital de conservação.

Entre os beneficiados está o produtor Antônio Augusto, morador do assentamento Caité. “Essa união da Seaf com a Sema é muito boa. Já participei de eventos da Seaf em Cuiabá e agora estamos recebendo essas informações aqui no município. Isso coloca o pequeno produtor dentro das políticas públicas. O Floresta+ dá oportunidade para a gente ter resultado com a floresta em pé. Com o CAR regularizado, abrimos portas para outros acessos”, afirmou.

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Antônio também destacou o apoio contínuo do Governo do Estado à agricultura familiar. “Recebemos kits de apicultura, que têm ajudado muito a nossa associação. Estamos concluindo o processo do Selo de Inspeção de Pequeno Porte, e vamos poder colocar nosso produto no PNAE Municipal. É gratificante ter esse olhar para o nosso trabalho”, complementou.

Em Diamantino, o mutirão segue até quinta-feira (27), na sede do Sindicato Rural, com atendimento das 8h às 18h, sem intervalo para almoço.

Produtores que não puderem comparecer presencialmente podem se inscrever no Floresta+ pelo site florestamaisamazonia.org.br. Para dúvidas, o atendimento via WhatsApp está disponível pelo número (65) 99627-0833.

O mutirão é uma com o Sindicato Rural e a Prefeitura, e apoios do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Escritório Verde (JBS), Instituto PCI (Produzir, Conservar e Incluir) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais nesta segunda-feira (12)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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