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Gaeco deflagra segunda fase da Operação “Boca Vermelha” em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop, força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, deflagrou nesta terça-feira (18) a segunda fase da Operação “Boca Vermelha”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante no município e região.A ação, autorizada pela 5ª Vara Criminal de Sinop a partir de representação do Gaeco, resultou na expedição de 10 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal. As investigações apontaram que os locais alvos eram utilizados para práticas ilícitas, incluindo tráfico de drogas vinculado à facção Comando Vermelho, além da participação de mulheres no recolhimento de valores.Durante a operação foram cumpridos nove mandados de prisão 10 mandados de busca, além da prisão em flagrante de um suspeito.A operação apreendeu celulares, valores em espécie, balanças de precisão, cadernos de anotações e diversos utensílios utilizados para o tráfico.Também foram apreendidos seis tabletes e meio de maconha e várias porções de cocaína e de pasta base.Nesta fase, a operação contou com apoio da Polícia Civil de Sinop, Polícia Militar por meio do 3º Comando Regional, do 11º Batalhão da PM (Efetivo Ordinário, GAP, RAIO e Agência Regional de Inteligência) e do 2º Esquadrão Independente de Policiamento Montado (Cavalaria).O Gaeco reforça que denúncias contra facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 127 Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso e 190 da Polícia Militar.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio

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A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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