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Força transformadora da educação é destacada em entrevista

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O papel transformador da educação e da qualificação técnica foi destacado pelos entrevistados desta segunda-feira (7) no projeto Diálogos com a Sociedade, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). O estúdio de vidro localizado no Pantanal Shopping recebeu o procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade e a advogada Jamille Clara Alves Adamczyk para uma entrevista ao vivo na Rádio CBN Cuiabá. Os convidados falaram sobre o “Fomento ao conhecimento técnico para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”.O procurador de Justiça, coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, iniciou a entrevista abordando as transformações que a sociedade tem vivenciado nos últimos anos e destacou a importância do aprimoramento técnico dos profissionais para acompanhar essa evolução. “Temos vivenciado um processo transformador, não só no Ministério Público, mas na sociedade, no mundo. Nós não imaginávamos, por exemplo, o modelo em que você tem um smartphone com acesso à internet, aplicativos e redes sociais. Ou seja, estamos diante de uma realidade muito dinâmica”, discorreu.Para Antonio Sergio Cordeiro Piedade, este é um momento de transição. “Nesse cenário, vejo o Ministério Público do passado – consciente da sua missão de captar as demandas da sociedade e defender a democracia, o estado de direito, a tutela coletiva dos interesses difusos e coletivos, individuais e homogêneos – projetando os olhos no futuro. E para isso, nós precisamos de um profissional conectado com a realidade, com o mundo, preparado tecnicamente, para que ele possa prestar um serviço com mais qualidade. E a ferramenta que nós usamos é o conhecimento. Então, a nossa escola tem essa finalidade: promover o aprimoramento e aperfeiçoamento constantes”, destacou.Ao passo que a tecnologia avança, o procurador de Justiça ponderou sobre a importância de um atendimento humanizado aos cidadãos que buscam a Justiça. “Precisamos de profissionais capacitados para enfrentar esse cenário, mas, acima de tudo, com sensibilidade humana, social e empatia. É essencial que tenham a capacidade de chegar ao interior do estado, nas comarcas mais longínquas, conversar com a comunidade, captar suas demandas e respeitar a cultura local. Acho que isso é fundamental: mesclar o capital intelectual com a sensibilidade para poder atingir a finalidade e a missão da nossa instituição”, disse.A presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Jamille Clara Alves Adamczyk, consolidou o entendimento de que a formação e o ensino são essenciais. “Acreditamos que a qualificação é objeto de transformação social na vida dessa pessoa”, sustentou. A advogada explicou que a ESA objetiva ofertar formação de excelência prioritariamente para advogados e estagiários, com congressos, workshops, simpósios e palestras.A entrevistada detalhou que existem 29 subseções da OAB-MT no Estado e que a ESA está presente em todas elas. “O representante da escola é quem faz o levantamento da demanda específica da advocacia naquela subseção, porque a demanda de Sorriso não é a mesma de Primavera do Leste, por exemplo. Então, para que possamos organizar uma programação que entregue efetivamente o que aquela região necessita, nós temos esse representante. Além disso, temos um planejamento já para breve, inclusive aprovado internamente, de fazermos transmissões de dentro da escola para todo o estado”, contou. A proposta é garantir que todos os recursos disponíveis para os advogados da capital também sejam acessíveis aos advogados do interior.Por fim, a presidente enfatizou a evolução da ESA ao longo de 35 anos de existência, destacando a inauguração da nova sede ocorrida no ano passado e o aumento na oferta de cursos, qualificações e especializações. “Temos uma crescente na procura por qualificação na área digital, agronegócio, direito previdenciário e direito do trabalho. E diante desse mundo cada vez mais tecnológico, nos preocupamos em levar para a advocacia outras habilidades como a comunicação, a oratória, a gestão, o uso da inteligência artificial com responsabilidade e ética”, esclareceu.Capacitações ofertadas – Conforme o procurador de Justiça, a escola institucional do MPMT é o braço acadêmico e científico da instituição, credenciada desde 2021 pelo Conselho Estadual de Educação como escola de governo. Os cursos ofertados são definidos de maneira democrática com base nas demandas das áreas meio e finalística.“Temos um Plano Anual de Capacitação (PAC), que é homologado pelo procurador-geral de Justiça e contempla cursos de extensão, uma especialização lato sensu em Direito Administrativo, um Mestrado Interinstitucional (Minter) com a PUC Minas, um Doutorado Interinstitucional (Dinter) com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp) de São Paulo, além de vários projetos de extensão”, relatou.O coordenador da escola então citou os projetos Biblioteca Viva, Colóquios Ministeriais, Trilhas Organizacionais, Diálogos Possíveis e Ministério Público sem Mistério. “Portanto, hoje nós temos uma escola que trabalha o ensino, a pesquisa, a extensão e a capacitação permanente”, afirmou, reforçando a autonomia pedagógica do Ceaf.Já a advogada Jamille Clara Alves Adamczyk contou que a ESA oferece cursos de pós-graduação por meio de convênios com a Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Faculdade Fasipe, com preços diferenciados para a classe. E que a OAB-MT possui 50 comissões temáticas, que se reúnem mensalmente para debater temas específicos, e que podem ser acessadas pela população em geral.As entrevistas do projeto Diálogos com a Sociedade seguem até o dia 11 de abril, das 14h às 15h, no estúdio de vidro localizado na entrada principal do Pantanal Shopping, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube. A iniciativa conta com o apoio de empresas privadas, como Pantanal Shopping, Rádio CBN, Aprosoja, Energisa Mato Grosso, Unimed Mato Grosso, Bodytech Goiabeiras e Águas Cuiabá.Assista aqui à entrevista na íntegra.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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