AGRONEGÓCIO

Expogrande segue até dia 13 e espera comercializar R$ 600 milhões

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Com expectativa de movimentar quase R$ 600 milhões em negócios, está sendo realizada até o próximo dia 13, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande (MS), a Expogrande 2025. O evento, que segue até 13 de abril, é um dos mais tradicionais do setor no Estado e neste ano dá ênfase à importância da tecnologia e da inovação como motores para o crescimento da agropecuária, da industrialização e da geração de oportunidades no campo.

Durante a abertura oficial, realizada nesta quinta-feira (03.04), o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou a relevância do evento como espaço de negócios, troca de conhecimento e valorização da produção local. “A Expogrande traduz o que é o agro do nosso Estado: tecnologia, sustentabilidade, geração de empregos e valor agregado. É também uma oportunidade de mostrar o ambiente competitivo que oferecemos aos investidores”, afirmou Verruck, que participou da cerimônia ao lado do governador Eduardo Riedel e de outras autoridades estaduais e federais.

A Semadesc participa com um estande da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), onde apresenta ações voltadas à sanidade agropecuária e políticas públicas para o campo. O espaço também sediará encontros e debates sobre temas como suinocultura, avicultura, florestas plantadas e citricultura.

Verruck também comentou sobre a safra de soja 2024/2025, que está em fase final de colheita. Mesmo com as dificuldades climáticas, principalmente na região sul do Estado, a expectativa é de uma colheita de 14 milhões de toneladas, com produtividade média de 52 sacas por hectare — acima do ciclo anterior. Para o secretário, esse resultado positivo fortalece a arrecadação estadual e incentiva o crescimento da industrialização local.

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“A Semadesc está atenta às regiões impactadas pelas frustrações de safra e trabalha para garantir apoio aos produtores, com políticas de fomento e recuperação da produtividade”, pontuou.

Um dos destaques da programação da Expogrande será o Fórum AGRO, que acontece no dia 10. Promovido pelo LIDE MS, Acrissul e Grupo RCN, com apoio da Fiems e Sebrae, o evento reunirá lideranças do setor para discutir os rumos do agro brasileiro e mundial.

O governador Eduardo Riedel abrirá o fórum, seguido por painéis com autoridades e especialistas. O secretário Jaime Verruck falará sobre os “novos caminhos de Mato Grosso do Sul”. O secretário adjunto do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, abordará a posição do Brasil no cenário internacional. Na sequência, um painel sobre as cadeias produtivas do Estado contará com representantes de instituições como Fundecitrus, Marfrig, BRF e produtores rurais.

Para Aurélio Rocha, presidente do LIDE MS, o evento vai mostrar ao produtor rural o novo momento vivido pelo Estado. “Se o Brasil é o celeiro do mundo, Mato Grosso do Sul virou o supermercado do país. Estamos diversificando a produção e investindo na industrialização. É hora de mostrar esse novo legado ao produtor”, afirmou.

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O Fórum AGRO é organizado pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, entidade que reúne empresários em vários países com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e a ética na gestão pública e privada. Em Mato Grosso do Sul, o grupo é liderado por Aurélio Rocha e busca criar pontes entre o setor empresarial e as oportunidades do agro regional.

SERVIÇO – EXPOGRANDE 2025

Local: Parque de Exposições Laucídio Coelho – Campo Grande (MS)
Data: De 3 a 13 de abril de 2025

Eventos:

  • Leilões de gado de corte e elite

  • Exposição de animais, maquinário e novas tecnologias

  • Rodadas de negócios e oportunidades para o produtor

  • Espaços temáticos com debates sobre suinocultura, avicultura, citricultura e florestas plantadas

  • Painéis técnicos da Iagro e Semadesc

  • Fórum AGRO (dia 10/04, às 9h) com presença do governador Eduardo Riedel e lideranças do agro

🎟️ Entrada: Gratuita em boa parte da programação
🔗 Mais informações: www.acrissul.com.br

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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