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Peça teatral reúne Corregedoria Nacional e alunos no auditório da PGJ

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“Eu conheço muitas crianças que passam por isso. Então, fale para algum pai, para alguma mãe, para sua avó. Não deixe de falar. Isso acontece muito com as crianças.” Esse foi o depoimento de uma das mais de noventa crianças, entre 7 e 11 anos, da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, no fim da apresentação do espetáculo “Inocentes Pétalas Roubadas”, da Cia Vostraz de Teatro, nesta quinta-feira (03), no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça.O espetáculo faz parte das atividades do projeto Prevenção Começa na Escola, iniciativa da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, coordenada pelo procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado. Além das crianças da EMEB Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, a equipe da Corregedoria Nacional do Ministério Público também acompanhou a apresentação. Nesta gestão, o órgão tem como foco o fortalecimento da atuação institucional no enfrentamento da violência doméstica e intrafamiliar contra mulheres e na defesa da educação infantil.O corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Ângelo Fabiano Farias da Costa, parabenizou a iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso. “O poder dessa forma lúdica, dessa forma pedagógica, de passar essa mensagem sobre o que é o abuso sexual, o que é o bullying, a importância de cuidar do patrimônio da escola. Isso é motivo de parabéns, para que, de fato, as crianças se sintam protegidas”, afirmou.O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, ressaltou a importância de abrir esse diálogo diretamente com as crianças. “Parabéns a todas as crianças que estão aqui presentes. Fico muito feliz com a presença de vocês. Parabéns ao doutor Paulo e a toda a equipe. Precisamos, cada dia mais, falar com as crianças. O futuro de Mato Grosso está nas mãos de vocês. Então, desejamos que vocês absorvam esse aprendizado e o levem adiante”, declarou.Na visão da coordenadora de Correição e Inspeção da Corregedoria Nacional do Ministério Público, Karina Soares Rocha, a iniciativa do MPMT serve de referência para outros estados. “Assistir a essa peça, que retrata crimes de tanta violência e com fatores tão multifacetados, é algo que traz grande contribuição para nossa atuação correcional. Excelente referência. Precisamos falar, divulgar e sair do gabinete para trazer à sociedade a discussão sobre esse tema.”, defendeu.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, coordenador do projeto, reforçou que o objetivo do Ministério Público é estar cada vez mais próximo da sociedade. “O projeto Prevenção Começa na Escola aborda bullying, suicídio, proteção do patrimônio público e enfrenta essa questão horrenda – a violência e o abuso sexual contra crianças e adolescentes, meninas e meninos – em uma linguagem lúdica, que prende a atenção das crianças.”, argumentou.Desde 2018, o projeto Prevenção Começa na Escola já apresentou a peça “Inocentes Pétalas Roubadas” em 65 municípios de Mato Grosso, cerca de 300 vezes, beneficiando mais de 100 mil alunos. “Hoje, trouxemos as crianças para conhecer o Ministério Público, mas já percorremos diversas escolas. Em todas as apresentações, sempre há alguém que, ao final, procura ajuda. E o Conselho Nacional do Ministério Público, por meio da Corregedoria Nacional, nos honrou ao prestigiar esse momento”, ressaltou o procurador Paulo Prado.Agenda de 2025 – O projeto Prevenção Começa na Escola percorrerá 16 municípios de Mato Grosso este ano. O cronograma será dividido em seis etapas, com duas apresentações por cidade (manhã e tarde). O projeto realiza intervenções culturais e apresentações teatrais pela Cia. Vostraz, além de minipalestras com integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente. O objetivo é transmitir mensagens preventivas sobre bullying, preservação do patrimônio público, respeito, suicídio e abuso sexual, entre outros temas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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