MATO GROSSO

Secel publica edital de ações formativas voltadas para o patrimônio histórico e museológico em MT

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel) publicou, nesta quarta-feira (02.4), o Edital de Ações Formativas – Patrimônio Histórico e Museológico, que integra o Ciclo I da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Com investimento total de R$ 2,3 milhões, a seleção pública visa o fomento e a capacitação de profissionais e do público em geral nas áreas de conservação, restauração e educação patrimonial, com ênfase na valorização do patrimônio cultural de Mato Grosso.

Será selecionada uma Organização da Sociedade Civil (OSC) para o desenvolvimento de ações formativas em cada um dos lotes propostos. As OSCs podem concorrer em um ou mais lotes, desde que apresentem inscrição e propostas individuais para cada um.

O Lote 1 inclui, além de oficina de conservação e restauro de peças museais, a montagem de Reserva Técnica Unificada, que será um espaço adequado para a preservação e conservação de acervos museológicos e patrimoniais do Estado. O valor para a execução desses serviços é R$ 1,5 milhão.

O lote 2 conta com recursos de R$ 300 mil para a realização de Oficina de Educação Patrimonial. A ação formativa vai levar conhecimento e informações técnicas sobre o valor dos bens históricos e sobre como protegê-los.

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Por fim, o lote 3 dispõe de R$ 500 mil para a realização de Oficina de Canteiro de Restauro Patrimonial. Esse lote é dedicado à formação prática e técnica de profissionais no campo do restauro de edificações históricas.

Para oferecer as oficinas, as OSCs contempladas devem disponibilizar metodologias, espaço e infraestrutura adequadas, tecnologia e recursos audiovisuais, acessibilidade e conectividade, entre outras necessidades listadas no Plano de Trabalho do edital (anexo I).

“A proposta deste edital engloba a criação da Reserva Técnica Unificada e a oferta de três oficinas especializadas para garantir a preservação da memória histórica e cultural de Mato Grosso”, explica o superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson de Carvalho Araujo.

As inscrições estarão abertas a partir desta sexta-feira (04.4) e prosseguem até o dia 24 de abril, devendo ser feitas exclusivamente por formulário eletrônico disponível no site www.secel.mt.gov.br/editais-cultura1. A lista de documentação obrigatória (anexo IV) pode ser acessada na mesma página do edital.

Serviço
Edital de Ações Formativas – Patrimônio Histórico e Museológico
Período de inscrição: 4 a 24 de abril
Acesso ao edital, formulário de inscrição e anexos: aqui

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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