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Corregedor Nacional visita Delegacia da Mulher em Cuiabá

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O corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Ângelo Fabiano Farias da Costa, visitou na tarde desta quarta-feira (02.04) a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá. A ação integra as atividades da correição ordinária temática realizada pela Corregedoria Nacional do Ministério Público, que tem como foco, nesta gestão, o fortalecimento da atuação institucional no enfrentamento à violência doméstica e intrafamiliar contra mulheres e na defesa da educação infantil.
“É importante essa visita ao plantão especializado de atendimento à mulher para verificarmos como tem sido o fluxo de acolhimento à vítima de violência doméstica, seja ela física ou de qualquer outra natureza. Precisamos observar como ela é recebida, o apoio oferecido e também o cuidado com as crianças que eventualmente a acompanham. Além disso, é fundamental analisar como é realizada a oitiva dessa mulher, se ela permanece muito tempo aqui, quantas vezes é ouvida. Identificamos que há aspectos que precisam ser melhorados para evitar que a vítima passe por repetidos relatos”, explicou o corregedor nacional.
Segundo o conselheiro Ângelo Fabiano, durante a agenda, foram identificadas iniciativas relevantes, como as salas individualizadas para atendimento pelos escrivães. “Isso está alinhado ao que consideramos ideal, mas reconhecemos a necessidade de aprimorar a dinâmica do atendimento. A mulher que busca ajuda aqui deve sair com todo o respaldo necessário, preferencialmente com a medida protetiva de urgência já deferida ou, ao menos, solicitada, garantindo sua proteção ao deixar a delegacia”, destacou.
Acompanharam a visita a promotora de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e membra auxiliar da Corregedoria Nacional, Claudia Santos Garcia; a procuradora de Justiça da 26ª Procuradoria Cível de Cuiabá, Elisamara Portela; a promotora de Justiça auxiliar do procurador-geral de Justiça, Gileade Souza Maia; a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Violência Doméstica, Claire Vogel Dutra; o promotor de Justiça da Promotoria de Tutela Coletiva de Segurança Pública e Execução Penal, Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho; e o promotor de Justiça substituto da 32ª Promotoria Criminal de Violência Doméstica, Anderson Yoshinari Ferreira da Cruz.
A comitiva foi recebida pelo delegado titular coordenador do Plantão da Delegacia da Mulher, Richard Damasceno, e pelo delegado regional de Cuiabá, Daniel Valente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Vira o mundo

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Só uma cambalhota, apenas uma cambalhota! Isto é o que alguns viram quando o menino girou no solo, no chão do nosso projeto para enfrentar o crime organizado violento de um jeito diferente. As facções não se cansam de cooptar menores para os mais diversos crimes aqui na fronteira. Meu irmão sempre me falou das revelações que as crianças nos trazem. E quando aquele menino saiu de dentro daquela pirueta, havia uma coisa nele diferente que não tinha visto antes da acrobacia: um sorriso com o corpo inteiro. Perceba, amigo leitor, uma cambalhota é um movimento em que o corpo dá uma volta sobre si mesmo. E essa coisa de volta sobre si mesmo muda as coisas. Na cambalhota o mundo fica de cabeça para baixo. Céu vira chão, esquerda vira direita, o normal torna-se diferente. Não cria um novo mundo, muda a nossa posição em relação ao mesmo mundo. A realidade permanece, o olhar se transforma. Um pequeno movimento, uma mudança aparentemente simples, já é suficiente para aprender algo novo e encontrar a alegria. Às vezes, muitas vezes – ah! – quase todas as vezes, não são necessárias grandes conquistas. Uma cambalhota vira o mundo, muda a perspectiva e ensina. Querer uma resposta nova implica virar o mundo de cabeça para baixo, ainda que por um instante. Pareceu para mim que naquele instante da cambalhota brotou uma inversão de perspectiva, uma ruptura com o estado anterior, quiçá um pequeno ritual de passagem.A felicidade não é grandiosa, não é ter muito dinheiro, ter muito poder, provocar medo, ostentar grandes correntes douradas, portar um fuzil, ter carros ou grandes casas. Ela é acessível, cotidiana e corporal – de corpo inteiro. Nietzsche diz que o estágio mais elevado do espírito é a criança. A cambalhota é um gesto infantil. Mas aqui a infância não é falta de saber: é a sabedoria do recomeço. A cambalhota do menino no projeto me mostrou que não é preciso uma grande revolução para aprender. Às vezes, um giro breve já basta para revelar algo essencial.Só uma cambalhota, apenas uma cambalhota! Isto é o que alguns viram quando o menino girou no solo, no chão do nosso projeto para enfrentar o crime organizado violento de um jeito diferente. As facções não se cansam de cooptar menores para os mais diversos crimes aqui na fronteira. Meu irmão sempre me falou das revelações que as crianças nos trazem. E quando aquele menino saiu de dentro daquela pirueta, havia uma coisa nele diferente que não tinha visto antes da acrobacia: um sorriso com o corpo inteiro. Perceba, amigo leitor, uma cambalhota é um movimento em que o corpo dá uma volta sobre si mesmo. E essa coisa de volta sobre si mesmo muda as coisas. Na cambalhota o mundo fica de cabeça para baixo. Céu vira chão, esquerda vira direita, o normal torna-se diferente. Não cria um novo mundo, muda a nossa posição em relação ao mesmo mundo. A realidade permanece, o olhar se transforma. Um pequeno movimento, uma mudança aparentemente simples, já é suficiente para aprender algo novo e encontrar a alegria. Às vezes, muitas vezes – ah! – quase todas as vezes, não são necessárias grandes conquistas. Uma cambalhota vira o mundo, muda a perspectiva e ensina. Querer uma resposta nova implica virar o mundo de cabeça para baixo, ainda que por um instante. Pareceu para mim que naquele instante da cambalhota brotou uma inversão de perspectiva, uma ruptura com o estado anterior, quiçá um pequeno ritual de passagem.A felicidade não é grandiosa, não é ter muito dinheiro, ter muito poder, provocar medo, ostentar grandes correntes douradas, portar um fuzil, ter carros ou grandes casas. Ela é acessível, cotidiana e corporal – de corpo inteiro. Nietzsche diz que o estágio mais elevado do espírito é a criança. A cambalhota é um gesto infantil. Mas aqui a infância não é falta de saber: é a sabedoria do recomeço. A cambalhota do menino no projeto me mostrou que não é preciso uma grande revolução para aprender. Às vezes, um giro breve já basta para revelar algo essencial.

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Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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