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Seduc realiza 1ª ação do projeto Mira na Meta em torno de 100 estudantes na Capital

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) deu início ao Projeto “Mira na Meta”, na manhã de sábado (29.3), na Escola Estadual CEI 01, em Cuiabá. Na cerimônia de abertura, o secretário de Educação, Alan Porto, esteve presente e participou do evento gamificado juntamente com cerca de 100 estudantes. Em 2025, o projeto ampliou de 13 para 185 unidades escolares da rede estadual de Mato Grosso.

O objetivo do “Mira na Meta” é o engajamento lúdico dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025, promovendo atividades interativas que fortalecem a aprendizagem e contribuem para a melhoria dos indicadores educacionais.

De acordo com o secretário, Alan Porto, a ação é para incentivar os estudantes a se preparem melhor para a avaliação do Saeb 2025, promovendo um ensino mais eficaz e motivador.

“Esse ano temos o Saeb 2025. Então, a estratégia que encontramos para conseguir alcançar o nosso objetivo de pontuação, foi o projeto Mira na Meta. Com ações e atividades gameficadas, a gente incentiva o estudante a estudar e participar das atividades nas sextas e sábados para a realização da prova”, explicou o secretário.

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No 1º sábado do ano do “Mira na Meta”, foi realizada uma gincana educativa para envolver os alunos em diversas atividades que reforçam os conteúdos escolares. Cada escola envolvida organiza a participação de até três turmas, com estudantes do 5º ano, 9º ano e 3ª série do Ensino Médio.

Com essa iniciativa, a Seduc busca reforçar o compromisso com a qualidade da educação, utilizando estratégias inovadoras para estimular o engajamento dos alunos e melhorar os resultados acadêmicos. A expectativa é que novas edições do “Mira na Meta” sejam realizadas em outras escolas do Estado, ampliando o impacto positivo do projeto.

Para o aluno do 9º ano do ensino fundamental, Nelson Matheus Souza, de 15 anos, o projeto é importante para o comprometimento dos estudantes a alcançarem a meta. “O projeto incentiva as pessoas a estudarem mais, a aprender mais com o português e matemática. Não só isso, mas com outras matérias também. Isso é bom porque ajuda a gente focar mais no estudo”, disse.

A estudante, Milena de Oliveira Miranda, do 9º ano do ensino fundamental, complementou dizendo que o “Mira na Meta” além de ensinar, distrai os alunos. “Estou gostando bastante, porque de forma lúdica, com games, a gente gosta de participar mais, fica mais entusiasmado e mais fácil de tirar dúvidas também”, complementou.

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Em 2024, a ação foi realizada em apenas uma escola por Diretoria Regional de Educação (DRE). Após análise da Coordenadoria de Avaliação e Estudo Estratégico (Sage) com a Secretaria Adjunta de Gestão de Pessoas (SAGP), a inciativa foi ampliada para 185 escolas em todo o Estado de Mato Grosso, garantindo maior alcance e impacto.

Atividades

As atividades que marcaram o 1º sábado do Mira na Meta foram: Mira no Quis, Caça aos QR Codes e Passa ou Repassa – Torta na cara.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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