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Prêmio Inova MT encerra primeira fase e seleciona empresas para banca de juízes

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A 4ª edição do Prêmio Inova Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), encerrou a primeira fase e selecionou 30 empresas para serem submetidas a avaliação de uma banca de juízes.

O prêmio reconhece pequenos negócios e empresas de micro, pequeno e médio porte que inovam processos e aumentam a competitividade no mercado. Os interessados vão disputar premiação que inclui bolsas para profissionais com mestrado, que somam R$ 540 mil.

De acordo com a agente de Inovação do Parque Tecnológico de Mato Grosso, Patrícia Seixas, 81 empresas tiveram as inscrições deferidas na premiação. Dessas, 30 foram classificadas para a etapa seguinte, que consiste na verificação das práticas de inovação descritas no ato de inscrição.

Na ocasião, duplas de avaliadores, formadas por profissionais voluntários que atuam com a temática de inovação, entrevistaram as empresas classificadas. Eles verificaram as evidências das práticas apresentadas pelas empresas e julgaram o quanto que há coerência e conformidade com os aspectos descritos.

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A partir destes critérios, foram selecionadas aquelas que de fato possuem práticas de gestão de inovação e que geraram impactos nos seus resultados. As empresas com as melhores classificações serão agora avaliadas pela banca de juízes. Nesta última etapa da análise, serão selecionadas três vencedoras de cada categoria: Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e Média Empresa.

O anúncio das empresas vencedoras de cada categoria será no dia 10 de abril, durante cerimônia de reconhecimento com a presença dos candidatos e instituições parceiras do prêmio, em local a ser definido.

O Inova Mato Grosso é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e Parque Tecnológico Mato Grosso.

“A realização do prêmio é a materialização da missão do governo de Mato Grosso em incentivar a inovação e o empreendedorismo no Estado, assim como apoiamos a produção científica, a educação profissional, tecnológica e superior”, afirma o secretário da Seciteci, Allan Kardec.

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Participação massiva do interior

O destaque dessa 4ª edição é a participação de empresas do interior do Estado, especialmente entre as empresas classificadas. 67% das 30 são do interior.

“Para os realizadores, é gratificante perceber que estamos conseguindo levar conteúdo para as diversas regiões e com grandes possibilidades de termos dentre as vencedoras representantes do interior, o que significa que a inovação de forma contínua está acontecendo de forma ampla no Estado”, completa Patrícia Seixas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar oferta e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

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Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

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Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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