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Governo de MT dobra o número de leitos clínicos em hospitais estaduais

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O número de leitos clínicos existentes nos hospitais estaduais dobrou nos últimos seis anos. A informação foi apresentada pela equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) nesta terça-feira (25.3), durante a reunião ordinária da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Na oportunidade, foi apresentado o balanço financeiro do terceiro quadrimestre de 2024 e os dados do Relatório Anual de Gestão da SES. A secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset, destacou que a quantidade de leitos na rede estadual aumentou muito no período de 2019 a 2024.

“A atual gestão sempre buscou ampliar os nossos recursos para que a gente pudesse melhorar cada vez mais o serviço prestado à população. Então, em 2019, nós tínhamos 539 leitos clínicos. Hoje, nós temos 1.014. Ou seja, nós dobramos a capacidade”, explicou.

Ela ainda acrescentou que, com a construção de quatro Hospitais Regionais no interior do Estado, serão criados mais 600 leitos – sem contar os leitos do Hospital Júlio Muller e do Hospital Central em Cuiabá, cuja obra está 98% executada e que deve ter 287 leitos de internação.

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“Em termos de leitos de UTI, que é uma demanda muito grande, nós passamos de 101 leitos, em 2019, para 281 leitos. Isso também foi um avanço muito grande para a Saúde do Estado de Mato Grosso”, acrescentou.

A assessora responsável pelo Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (NGER) da SES, Claudete de Souza, também apresentou um resumo do orçamento executado em 2024 pela Secretaria, as principais fontes, o percentual de aplicação que é obrigatório pela Emenda Constitucional 29 e as principais ações desenvolvidas pelas diversas áreas.

De acordo com Claudete, o foco da Secretaria é na atenção hospitalar. “A principal ação que executa o orçamento da Secretaria é a área de gestão hospitalar, que engloba o financiamento dos hospitais geridos pelo Estado. Também tem a área de controle e avaliação, que administra os principais contratos que a Secretaria tem para a gestão”, explicou.

O deputado estadual Paulo Araújo, presidente da comissão, considerou que a gestão estadual trouxe bons números e bons indicadores, principalmente com relação aos investimentos necessários, reformas, ampliação e construção.

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“A avaliação é muito positiva. Eu sei que vocês não vão conseguir resolver todas as demandas, mas que de fato avançou muito em algumas áreas. Nós temos várias unidades hospitalares que estão sendo construídas, dentro do planejamento de anos da Secretaria. Os Hospitais Regionais de Tangará da Serra, Juína, Alta Floresta, Confresa e a finalização do Hospital Central”, declarou.

Também participaram da reunião os deputados estaduais Lúdio Cabral, Dr. João, Marildes Ferreira e, de forma remota, Sebastião Rezende.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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