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Prefeitura monta força-tarefa para auxiliar comerciantes de produtos de origem animal

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A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho (SMAT) está liderando ações para ajudar os permissionários do Mercado do Porto “Antônio Moises Nadaf” a cumprirem as adequações para comercializarem produtos com o Selo de Inspeção Municipal (SIM). O selo é uma exigência no caso de produtos de origem animal, como queijos e carnes, e será fiscalizado pela Vigilância Sanitária.

Apesar da preocupação dos comerciantes, trata-se de uma pendência que se arrasta há cerca de 8 anos, sendo alvo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado pelo Ministério Público com os permissionários em 2017, o qual previa a devida regularização. Diante da situação, a SMAT realizará uma força tarefa nos próximos 30 dias, para agilizar o processo junto aos envolvidos, inclusive estudando a simplificação e redução de custos do SIM.

Se o permissionário apenas revende o produto, quem tem que se adequar é o fornecedor dele.

O Governo do Estado, através da Empaer e da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) também é parceiro, ofertando inclusive mais opção de certificação, para atender os produtores e permissionários envolvidos.

“Nós estamos há dois meses à frente da gestão e é pertinente informar que a Secretaria de Agricultura e Trabalho fornece o selo de inspeção de produtos com origem animal, que é o Selo de Inspeção Municipal (SIM). E houve o TAC entre os permissionários e o Ministério Público em 2017 e dentro desse TAC havia a definição que após o final dessa reforma, com o retorno desses permissionários para os boxes, eles deveriam ter o selo de inspeção dos produtos de origem animal para poder vender. E, no caso de carnes, eles teriam, pelo que a nossa assessoria já verificou no TAC, 9 meses para se regularizarem. O que mais importa para o cidadão é ter o problema resolvido. E o cidadão enxerga o poder público como um só. Então, podemos dizer para o cidadão que vende produtos de origem animal, que é produtor desses produtos, queijos, linguiça e assim por diante, que procure a Secretaria de Agricultura e Trabalho, pois queremos ajudar a regularizar a sua produção”, declarou o secretário Municipal de Agricultura e Trabalho, Fellipe Corrêa.

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Fellipe lembrou que o problema que precisa ser enfrentado e durante os últimos 8 anos não foi cobrado e que isso impacta na qualidade de vida das pessoas e no próprio sistema de saúde. Portanto, está com a equipe à disposição para ajudar a resolver o problema.

“Vamos obedecer às ordens do prefeito Abilio Brunini de tratar com humanidade todos esses produtores e buscar com todas as nossas forças e as parcerias possíveis, no Governo do Estado, possibilidade e viabilidade para que esses produtores possam se regularizar, para que possam prosperar, porque esse selo de inspeção não é cobrado só para vender na Feira do Porto. Ele é cobrado para vender em supermercados, em outras feiras. Ao regularizar esses produtores, nós daremos outra oportunidade para o produtor rural aqui de Cuiabá prosperar. Enquanto ele não vender no supermercado, na conveniência, para o mercado formal, o nosso produtor rural aqui não vai avançar. Então, vamos transformar esse cenário”, destacou Fellipe.

O processo gera trabalho e custos e estes são motivos de preocupação para os comerciantes que atuam no Mercado do Porto. Pensando nisso, os profissionais da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho vão liderar uma força tarefa nos próximos 30 dias para rever a legislação do SIM, visando simplificar e reduzir ao mínimo os custos dessa certificação.

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Equipes da SMAT atenderão pelo WhatsApp 65 99280-1335 fornecendo todas as instruções necessárias para regularizar a situação da área de produção e ter o Selo de Inspeção Municipal.

“Nós estamos alinhando ações com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), e da Empaer que estão trabalhando conosco, por meio de um Termo de Cooperação, para podermos oferecer aos produtores, além do SIM, o SIAPP (Serviço de Inspeção Agroindústria de Pequeno Porte), que é um selo a nível estadual, para produtores de agroindústrias de pequeno porte, mais simples, ágil e de baixo custo e vantajoso por ampliar as possibilidades de mercado. Os produtores interessados já podem nos procurar”, adiantou o secretário.

Vale ressaltar que a Vigilância notificou as Secretarias Municipais de Agricultura e Trabalho e a de Turismo e Desenvolvimento Econômico que responde pela gestão do Mercado do Porto sobre a questão do SIM envolvendo os permissionários.

Uma reunião entre representantes do município e do Estado aconteceu na sexta-feira (7), na SEAF, com a presença do secretário Fellipe Corrêa e também do secretário adjunto de Agricultura, Vicente Falcão e o diretor de Agricultura, Renildo França, ambos do município de Cuiabá, a superintendente de Agricultura Familiar da SEAF, Magda Chagas, a coordenadora de Agroindústria, a veterinária de Defesa Agropecuária do Indea, Camila Caexeta, e técnicos da Empaer.

#PraCegoVer

A foto mostra representantes do município de Cuiabá e do Governo do Estado em tratativas para parcerias relativas à emissão do Selo de Inspeção Municipal (SIM) e do Serviço de Inspeção Agroindústria de Pequeno Porte (SIAPP), que podem ampliar a abertura de mercado para o produtor.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Regularização dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis avança com apoio da Prefeitura de Cuiabá

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Reunião ampliada realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, sede do Governo de Mato Grosso, reuniu representantes do Estado, da Prefeitura de Cuiabá, da Assembleia Legislativa, da Câmara Municipal, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Águas Cuiabá e lideranças comunitárias para discutir uma solução definitiva para a situação fundiária dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis, localizados na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A área em discussão possui aproximadamente 72 hectares e abriga cerca de 1.800 famílias. Os moradores convivem há anos com a insegurança jurídica e, recentemente, passaram a enfrentar uma decisão judicial que determinou a desocupação de parte da região por questões ambientais. O encontro foi articulado como desdobramento de uma audiência pública realizada anteriormente na Assembleia Legislativa e teve como principal objetivo construir uma solução que concilie a preservação ambiental com o direito à moradia.

Participaram da reunião o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o deputado estadual Júlio Campos, os vereadores Katiuscia Manteli, Marcrean Santos e Sargento Joelson, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da UFMT, da Águas Cuiabá e moradores das comunidades.

Durante os debates, o Ministério Público reforçou que não há interesse em promover uma retirada indiscriminada dos moradores, mas sim buscar uma solução técnica que permita identificar quais áreas podem ser regularizadas e quais necessitam de recuperação ambiental. A ação judicial que trata da área tramita desde 2013 e envolve uma região considerada estratégica para a preservação de nascentes e cursos d’água da capital.

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Um dos principais encaminhamentos discutidos foi a realização de um estudo técnico e ambiental para mapear a situação atual da área, identificar os locais passíveis de regularização e apontar as regiões que exigem preservação permanente ou recuperação ambiental. O levantamento deverá ser elaborado pela UFMT, em parceria com a Águas Cuiabá e demais instituições envolvidas.

O prefeito Abilio Brunini defendeu que as decisões futuras sejam baseadas em critérios técnicos. Segundo ele, o estudo permitirá identificar quais famílias poderão permanecer no local e quais precisarão ser reassentadas em razão de riscos ambientais ou de segurança. O prefeito também destacou a necessidade de transformar a área em um bairro estruturado, com infraestrutura urbana, regularização fundiária e serviços públicos.

Como proposta principal, o governador Otaviano Pivetta sugeriu que a área seja transferida ao município de Cuiabá, acompanhada de um compromisso formal do Estado para auxiliar na implantação da infraestrutura necessária e no atendimento das famílias que eventualmente precisem ser realocadas. A proposta prevê ainda a participação do Estado no custeio dos estudos técnicos que irão subsidiar a solução definitiva para a região.

“Vamos fazer um termo de compromisso com o Ministério Público, com o Judiciário e com o município de Cuiabá, definindo responsabilidades e prazos. Precisamos fazer a regularização fundiária e a urbanização desses bairros. O Estado vai assumir sua parte e o município também. Vamos juntos resolver uma situação que já se arrasta há quase 20 anos”, afirmou Pivetta.

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Abilio Brunini destacou que o entendimento construído durante a reunião traz uma perspectiva concreta para as famílias que vivem na região. “A parceria entre Governo do Estado, Prefeitura, Ministério Público, Defensoria Pública e todos os entes envolvidos vai permitir construir uma solução definitiva. Muitas famílias poderão permanecer onde estão, e aquelas que estiverem em áreas de risco serão atendidas por políticas de reassentamento. O mais importante é que ninguém ficará sem resposta”, declarou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que a reunião representou um avanço importante após anos de impasse. Segundo ele, a construção conjunta entre os poderes e as instituições envolvidas demonstra o compromisso de encontrar uma solução definitiva para milhares de moradores que aguardam uma resposta há décadas.

Ao final da reunião, ficou definido que será elaborado um Termo de Compromisso envolvendo Governo do Estado, Prefeitura de Cuiabá, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Câmara Municipal de Cuiabá, Ministério Público, Defensoria Pública e demais instituições participantes. O documento deverá estabelecer responsabilidades, prazos para a realização dos estudos técnicos, medidas para garantir segurança jurídica às famílias durante o processo de negociação e os procedimentos necessários para a futura regularização fundiária e urbanização dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis. O acordo também deverá definir as ações voltadas à preservação ambiental e à eventual realocação das famílias que ocupam áreas consideradas de risco ou de preservação permanente.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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