A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), esclareceu uma situação de suposto furto de cachorros, ocorrido no domingo (2.3), no bairro Boa Esperança em Cuiabá, com a identificação da mulher que pegou os animais. As investigações apontaram, que a mulher, dona de uma ONG, na verdade, não teve a intenção de subtrair os cachorros, mas sim resgatá-los por estarem há alguns dias na rua.
Os fatos ganharam repercussão por meio das redes sociais, após os tutores dos animais solicitarem apoio para localização de três cães domésticos da família. As informações iniciais apontavam que um veículo de cor preta parou em frente a casa no bairro Boa Esperança, pegou os cachorros das raças Akita, Husky e Sthizu, colocou dentro do carro e os levou embora.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, os investigadores da Dema iniciaram as diligências, realizando a análise de imagens e oitivas de testemunhas, conseguindo chegar à identificação da mulher responsável por pegar os cachorros.
Em conversa com os policiais, a proprietária da ONG relatou que encontrou os três cachorros na rua, e por acreditar que haviam sido abandonados, levou os animais até uma clínica veterinária, onde passaram por exames. Não sendo constatada nenhuma situação de maus-tratos, ela permaneceu com os animais em sua ONG, com a finalidade de tirá-los da rua.
Na casa da família, foi relatado que em algum momento do dia, os cachorros conseguiram fugir e ficaram nas proximidades da residência, ocasião em que ocorreu o desentendido.
O delegado responsável pelas diligências, Guilherme Pompeo, disse que com o esclarecimento dos fatos foi possível localizar os animais e devolvê-los aos tutores, que já providenciaram uma grade de proteção com o fim de evitar novas fugas.
“Constatada situação se tratou de um mal-entendido, os animais foram recuperados, sem necessidade instaurar procedimento criminal”, explicou o delegado.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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