AGRONEGÓCIO
Feira agropecuária de Rio Verde espera movimentar R$ 10 bilhões em abril
Publicado em
20 de fevereiro de 2025por
Da Redação
A 22ª edição da Tecnoshow Comigo, uma das principais feiras do agronegócio no Brasil, será realizada entre os dias 7 e 11 de abril de 2025, em Rio Verde (GO). Organizado pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), o evento deve gerar aproximadamente R$ 10 bilhões em negócios, superando os R$ 9,34 bilhões movimentados na edição anterior.
Esse crescimento esperado, em torno de 7%, reflete a retomada do investimento em insumos agrícolas, especialmente fertilizantes. No ano anterior, a redução no volume desses produtos impactou a produção, levando muitos produtores a planejarem uma recuperação para a próxima safra. Apesar das incertezas em relação à aquisição de máquinas e equipamentos, a perspectiva de uma safra produtiva pode favorecer novos investimentos.
A feira contará com melhorias em sua infraestrutura para oferecer maior conforto aos visitantes e expositores. A área pavimentada foi ampliada para 45 mil metros quadrados, e o espaço destinado aos expositores também cresceu, garantindo mais oportunidades de negócios. Reforços na rede elétrica e na conectividade foram implementados para atender melhor às demandas tecnológicas do evento.
Estão confirmados 695 expositores, distribuídos em três pavilhões empresariais e um espaço dedicado à agricultura familiar e ao artesanato. Além disso, seis instituições financeiras estarão presentes para oferecer linhas de crédito e soluções para os produtores. O evento também terá uma exposição com cerca de 800 animais, incluindo bovinos de corte e leite, equinos, muares e pequenos animais.
A programação técnica incluirá mais de 300 horas de palestras, abordando temas como inovação no campo, gestão rural e sustentabilidade. A área de paisagismo contará com 90 mil mudas ornamentais, trazendo um ambiente mais agradável aos visitantes.
A edição de 2025 reforçará o compromisso ambiental da Tecnoshow Comigo. Para compensar as emissões de carbono geradas pelo evento, serão distribuídas 22 mil mudas de árvores nativas, em parceria com uma empresa especializada em sustentabilidade. Cerca de 70% dos resíduos produzidos serão reciclados por meio de uma cooperativa, reduzindo o impacto ambiental da feira.
O cenário do agronegócio para 2025 traz uma combinação de desafios e oportunidades. Após um período de dificuldades com endividamento devido a quebras de safra, os produtores vislumbram um ano mais promissor, com possibilidade de recuperar investimentos e acessar novas linhas de crédito. Com uma expectativa de produtividade até 10% maior do que no ano passado, a feira se apresenta como um momento estratégico para negociações e atualização sobre novas tecnologias no setor.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Clima extremo amplia perdas bilionárias no campo e pressiona sistema de seguros
Published
24 minutos agoon
8 de junho de 2026By
Da Redação
As mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação futura para se tornar um problema econômico imediato para o agronegócio brasileiro. Secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e chuvas concentradas já provocam prejuízos estimados em mais de R$ 100 bilhões por ano à economia nacional, segundo estudo do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (CICEF). No campo, onde a exposição aos fenômenos climáticos é direta, cresce a preocupação com a capacidade do setor de absorver perdas cada vez mais frequentes e severas.
O alerta foi reforçado por um levantamento da EY, antiga Ernst & Young e uma das maiores consultorias e auditorias do mundo, realizado com 52 empresas de diferentes segmentos da cadeia agroindustrial. A pesquisa mostrou que 79% dos entrevistados classificam os riscos climáticos como altos ou muito altos, mantendo o tema como a principal preocupação do agronegócio brasileiro, posição que já ocupava em levantamento semelhante realizado em 2022. A novidade é que a geopolítica passou a figurar entre os principais riscos estratégicos do setor, refletindo um ambiente internacional marcado por disputas comerciais, conflitos armados e novas barreiras ao comércio.
Mas o dado mais preocupante do estudo não está na percepção do risco, e sim na preparação para enfrentá-lo. Segundo a EY, os entrevistados consideram que o agro brasileiro está menos preparado para lidar com os impactos climáticos do que com qualquer outro desafio relevante para o setor. A avaliação ocorre justamente em um momento em que os eventos extremos vêm se tornando mais frequentes nas principais regiões produtoras do país.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, especialistas apontam que uma em cada quatro safras de soja registra perdas significativas associadas ao clima. No Paraná, a proporção é de uma quebra relevante a cada seis ciclos produtivos. Os números ajudam a explicar por que seguradoras, bancos, cooperativas e agentes financeiros passaram a tratar o risco climático como um fator central na concessão de crédito e no financiamento da produção.
O problema é que a proteção disponível ainda está longe de acompanhar o crescimento da exposição ao risco. Apesar de o Brasil ser uma das maiores potências agropecuárias do mundo, a cobertura do seguro rural permanece limitada. Dados do mercado mostram que apenas uma pequena parcela da área cultivada conta com proteção securitária, cenário agravado pela redução dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) nos últimos anos.
É nesse contexto que o resseguro, um tema pouco conhecido fora do mercado financeiro, passa a ganhar relevância estratégica para o produtor rural. Na prática, o resseguro funciona como um seguro das próprias seguradoras. Quando ocorre uma perda de grande escala, como uma seca severa atingindo milhares de propriedades simultaneamente, parte do prejuízo é absorvida pelas resseguradoras, empresas especializadas em assumir riscos que excedem a capacidade financeira das seguradoras tradicionais.
Sem esse mecanismo, a capacidade de oferta de seguro rural seria significativamente menor. Em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, as seguradoras precisariam restringir coberturas, elevar preços ou até abandonar determinadas regiões consideradas de maior risco.
A discussão ganhou força porque o agronegócio brasileiro depende cada vez mais de recursos privados para financiar sua expansão. Com a crescente participação de bancos, fundos de investimento, Fiagros, tradings e investidores institucionais no crédito ao setor, aumenta também a necessidade de mecanismos capazes de reduzir a percepção de risco da atividade agrícola.
Para esses agentes, o seguro rural deixou de ser apenas uma ferramenta de proteção ao produtor e passou a representar um elemento de segurança para toda a cadeia financeira. O resseguro, por sua vez, é o que garante a sustentação desse sistema em momentos de perdas excepcionais.
O desafio não é exclusivo do Brasil. Em diversos mercados internacionais, o aumento dos eventos climáticos extremos tem levado resseguradoras a revisar modelos de risco e reavaliar sua exposição ao setor agrícola. Segundo dados globais do mercado segurador, as perdas econômicas associadas a catástrofes naturais vêm superando regularmente a marca de US$ 300 bilhões por ano, enquanto as perdas seguradas frequentemente ultrapassam US$ 100 bilhões.
Além do clima, a pesquisa da EY identificou outro fator que passou a preocupar o agronegócio brasileiro: a geopolítica. A forte dependência das exportações para poucos mercados, especialmente a China, é vista como uma vulnerabilidade crescente em um cenário de disputas comerciais e uso cada vez mais frequente de barreiras regulatórias e sanitárias como instrumentos de política econômica.
Especialistas defendem que a diversificação de mercados, investimentos em logística, ampliação da capacidade de armazenamento e fortalecimento dos mecanismos de proteção financeira serão fundamentais para reduzir a exposição do setor aos riscos externos.
A conclusão do levantamento é que o agronegócio brasileiro precisará avançar simultaneamente em duas frentes. A primeira é a adaptação produtiva, com mais investimentos em pesquisa, genética, agricultura de precisão e sistemas resilientes às mudanças climáticas. A segunda é financeira, por meio da ampliação dos instrumentos de gestão de risco.
Nesse cenário, o resseguro deixa de ser um tema restrito ao mercado segurador e passa a ocupar papel estratégico para a estabilidade econômica do campo. À medida que os eventos extremos se tornam mais frequentes e custosos, garantir capacidade financeira para absorver perdas deixou de ser apenas uma questão de proteção patrimonial. Tornou-se uma condição para sustentar o crédito, os investimentos e o crescimento de um setor responsável por quase um quarto do Produto Interno Bruto brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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