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Forças de segurança de MT identificam e prendem autor de feminicídio em Confresa

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Um trabalho integrado entre a Polícia Militar e a Polícia Civil resultou na prisão de Emival Antunes Barbosa, de 47 anos, autor do feminicídio da esposa Regiane Alves da Silva, de 29 anos, na noite desta quinta-feira (31.1), em Confresa.

A vítima foi morta a facadas, após uma discussão com o marido em uma distribuidora de bebidas alcoólicas. Os ferimentos atingiram o pescoço da mulher. Regiane estava com a filha do casal, de 3 anos, no colo no momento em que foi assassinada.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais militares receberam informações sobre o feminicídio na avenida Ulisses Guimarães, no bairro Morada Nova.

Os militares se deslocaram ao endereço e encontraram a vítima caída ao chão. Testemunhas relataram que o autor do crime seria o esposo da vítima. Após o ataque, o suspeito fugiu em um veículo modelo Fiat Uno, de cor prata.

A PM acionou uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito de Regiane. Policiais civis da Delegacia de Confresa também foram acionados e, juntos, intensificaram as buscas pelos suspeitos. Câmeras de segurança do estabelecimento auxiliaram na identificação do suspeito.

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Os policiais receberam informações de que o suspeito estaria na casa da própria mãe, localizada na zona rural do município. Ao se aproximarem da casa, as equipes identificaram um veículo com as mesmas características usadas na fuga do crime.

A mãe do suspeito revelou que o homem abandonou o carro e fugiu para uma região de mata. Em seguida, as equipes receberam novas informações de que o homem estaria escondido em uma igreja abandonada na região. Durante o trabalho das buscas, os policiais o localizaram em uma região de mata e o prenderam por volta das 21 horas desta quinta-feira.

Questionado, o suspeito confessou a autoria do crime, mas não deu mais detalhes sobre a motivação. O delegado responsável pelas investigações, Mauro Apoitia, já havia representado pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça e cumprido junto com a prisão em flagrante.

A prisão rápida do autor do grave crime de feminicídio integra os trabalhos da Operação Tolerância Zero, idealizada pelo Governo do Estado, com foco no combate ao crime em Mato Grosso.

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Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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