Em 2024, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou uma média de 5,3 atendimentos médicos por hora, chegando a 128,7 assistências pré-hospitalares por dia.
De acordo com os números do Samu, foram 47.009 atendimentos médicos prestados em 2024, um aumento de 3% em comparação com 2023, quando foram prestadas 45.490 assistências.
Cerca de 47% dos atendimentos prestados em 2024 foram por causas clínicas e 43% foram por causas externas, como acidentes de trânsito, tentativas de homicídios, quedas, acidentes com animais peçonhentos, acidentes por submersão e violência. Os demais atendimentos foram de origem psiquiátrica, obstétrica e pediátrica.
O Serviço busca oferecer assistência médica rápida para quem precisa de socorro em situação de urgência e emergência de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica e entre outras.
“O Samu é um serviço integral, igualitário e universal garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O expressivo número de atendimentos demonstra a dedicação e experiência das equipes, que estão sempre dispostas a ajudar. O serviço está disponível para a população para aqueles que tiverem a necessidade de um atendimento médico de urgência”, explicou a coordenadora do Serviço, Silvana Kruger.
Em 2024, o Samu também registrou um aumento de 32% no número de chamadas consideradas trotes. Foram 3.427 acionamentos falsos contra 2.859, que foram registradas no ano de 2023.
“As chamadas, além de criminosas, dificultam a atuação do Samu para uma verdadeira ocorrência de urgência e emergência”, advertiu Silvana.
A estrutura do Samu do Estado dispõe de motolâncias, que chegam mais rápido ao local e prestam os primeiros socorros, estabilizando o paciente; de unidades básicas e avançadas para realizar atendimentos especializados, além de helicópteros, que atuam no transporte de pacientes e órgãos para transplantes.
O Samu é gratuito e fica disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, através do número 192.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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