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SES realiza primeira captação de rins e córneas de 2025 em Cuiabá

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A Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou, neste domingo (19.1), um procedimento de captação de dois rins e duas córneas no Hospital São Mateus, em Cuiabá.

A equipe captadora veio de Goiânia (GO), com auxílio de uma aeronave de pequeno porte, fretada pelo Estado de Goiás. Os órgãos captados beneficiam quatro pacientes que estão aguardando em fila para transplante de rim e córnea em dois Estados do Brasil.

“Sabemos que este é um momento delicado para as famílias que estão enlutadas pela perda de um ente querido, mas, graças à solidariedade delas e ao esforço das equipes da Central Estadual, Mato Grosso tem contribuído para salvar vidas em todo o país”, disse o secretário de saúde, Gilberto Figueiredo.

Esta é a primeira captação de múltiplos órgãos realizada este ano em Mato Grosso. Em 2024, foram realizadas 13 captações de múltiplos órgãos no Estado.

“Estamos sempre em busca de conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Neste caso, em que há um doador, quatro pacientes que estão na fila de espera de transplante terão uma nova chance de vida”, acrescentou a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi.

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A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, acrescenta que as equipes técnicas do Estado trabalham na conscientização sobre a doação de órgãos.

“As equipes da Central Estadual de Transplantes trabalham na conscientização sobre o processo de doação de órgãos na medida em que investem na criação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes dentro dos hospitais públicos e privados do Estado. Às famílias doadoras, nossos profundos sentimentos de gratidão e respeito”, finalizou.

Transplantes em Mato Grosso

Atualmente, 50 hospitais em Mato Grosso estão habilitados para a captação de órgãos. Eles estão localizados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Nova Mutum, Sinop, Sorriso, Cáceres, Primavera do Leste, Juína, Alta Floresta, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Peixoto de Azevedo e Colíder. Essas unidades contam com UTI, o que permite a conservação dos órgãos até a chegada das equipes responsáveis pela coleta.

Embora esses hospitais possam realizar a captação de órgãos, apenas quatro instituições estão autorizadas a realizar os transplantes em Mato Grosso: o Hospital São Mateus (transplante renal), o Centro Cuiabano de Excelência em Oftalmologia (transplante de córneas), o Instituto da Visão (transplante de córneas) e o Hospital de Olhos (transplante de córneas).

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Mato Grosso realiza transplantes de córneas e tecidos. Os pacientes que precisam de transplante de órgãos são encaminhados pelo serviço de Tratamento Fora Domicílio (TFD) para outros Estados. Os gastos com locomoção e a ajuda de custo para estadia e alimentação do paciente e acompanhante são pagos pela SES-MT.

O Estado também credenciou o Hospital São Mateus para realização de transplantes de rim. O procedimento de triagem dos pacientes para pré-transplante já está sendo feito e o transplante renal deve ser retomado em breve em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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