O governador Mauro Mendes determinou que a Defesa Civil do Estado preste o auxílio necessário aos municípios atingidos por enchentes e alagamentos, em decorrência das fortes chuvas desta terça-feira (14.1).
“Estamos atentos e ajudando os municípios nesse momento. Nossas equipes de Segurança e também da parte social estão de prontidão para auxiliar em tudo o que for necessário para que as famílias tenham amparo e possam se reerguer diante dessas enchentes”, afirmou o governador.
Ainda nas primeiras horas desta terça-feira, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender ocorrências e auxiliar a população de Rio Branco e Salto do Céu, que registraram alagamentos.
Equipes da Defesa Civil se deslocaram aos municípios para fazer o levantamento de danos e mapeamento das áreas de risco, além de monitorar a situação pela sala de controle.
Cuiabá
Em Cuiabá, desde segunda-feira (13) a Defesa Civil do Estado tem auxiliado o município para a decretação da situação de emergência em razão das chuvas.
Já na manhã desta terça-feira (14), equipes do Estado iniciaram o levantamento de danos, em apoio ao município, com avaliação das estruturas dos imóveis afetados no Bairro São Mateus. O local, que fica à beira do Córrego do Gambá, foi o mais afetado pela enchente.
O Governo monitora também a barragem da Usina Uisa, em razão das fortes chuvas na região do município de Nova Olímpia.
Pela manhã, militares do Corpo de Bombeiros e funcionários da usina estiveram empenhados em fazer aberturas no barramento da represa para a redução do nível de água.
As Prefeituras de Nova Olímpia e de Barra do Bugres foram orientadas a alertar a população do entorno.
Lucas do Rio Verde
O Estado monitora ainda o Rio Verde, no município de Lucas do Rio Verde, que está com 7,92 metros de profundidade nesta terça-feira, o que é considerado “alto”, acima da cota, que é de 2,9 metros, conforme dados da Agência Nacional de Águas. Apesar do nível alto do rio, ainda não há registros de inundações no município.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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